Mesmo com procura pela versão física, HQs digitais ainda são preferência entre o consumidor
No mês de dezembro a compra de livros físicos, em todo o país, gerou uma receita de R$ 270,68 milhões
As histórias em quadrinhos são uma paixão mundial, responsável por introduzir as crianças ao mundo da literatura, o gosto por ler as HQs pode perdurar até a fase adulta. No Brasil, é comemorado o ‘Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos’ em 30 de janeiro, uma homenagem a “As Aventuras de Nhô-Quim ou Impressões de uma Viagem à Corte”, do cartunista Angelo Agostini, que foi publicada em 1869, e considerada o primeiro quadrinho publicado do país.
Em 2022, o setor de vendas de HQs e Graphic Novels apresentou uma alta em relação a 2021. Segundo números divulgados pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), o volume vendido nas livrarias foi de cerca 8,08% do total, um aumento de 1,53% comparado ao ano anterior.
No mês de dezembro a compra de livros físicos, em todo o país, gerou uma receita de R$ 270,68 milhões, com cerca de 5,78 milhões de exemplares vendidos. O valor foi cerca 15,18% maior que o de dezembro de 2021.
“2022 iniciou forte, ainda no impulso das boas vendas de 2021 em Ficção combinadas com a retomada do Educacional. Ao longo do ano, entretanto, a escalada da inflação passou a comprometer o poder de compra das famílias e os custos da indústria, levando a uma desaceleração das vendas. Felizmente, o último período nos trouxe uma agradável surpresa, levando a um fechamento de ano com crescimento real e superando assim mercados maduros como França, Alemanha e Estados Unidos, que fecharam um pouco abaixo de 2021”, disse o Presidente do SNEL, Dante Cid.
Mas ainda há quem prefira as versões digitais das histórias em quadrinhos, o estudante de Ciências Contábeis, Matheus Moraes, explica o motivo da preferência: “o acesso as novas edições é rápido pois os sites traduzem quase que simultaneamente e é prático demais, eu adoro”.
Matheus consome HQs desde criança e fala sobre como foi introduzido a esse mundo. “Fui incentivado pelo meu tio que me apresentou as hqs e até hoje gosto de ler por conta que amo heróis e as histórias, algumas são icônicas” disse.
*Com supervisão
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