Homens se tornam 70% mais propensos a morrer após perder a esposa, aponta estudo
Pesquisa afirma que homens têm maior probabilidade de passar pelo "efeito viuvez", condição que aumenta o risco de morte
A perda do cônjuge é um período delicado e vulnerável para qualquer pessoa. Pesquisas indicam que o período de viuvez pode impactar na saúde durante muitos anos. Estudos demonstraram que o parceiro pode sofrer de distúrbios do sono, episódios depressivos, ansiedade, função imunológica prejudicada e saúde física geral comprometida.
A saúde de quem está passando pelo luto pode contribuir, inclusive, para uma morte precoce. Esse efeito é tão comum que tem até nome: “Efeito viuvez”.
Segundo uma pesquisa do Laboratório da Natureza Humana na Universidade de Yale, fatores como a religião e a causa da morte podem contribuir com o óbito precoce do parceiro após a perda do cônjuge.
Embora a tristeza seja profunda, um estudo publicado nesta quarta-feira (22) na revista de saúde norte-americana PLOS One afirma que os homens correm um risco maior de morrer após perder a parceira.
Após estudar dados de quase um milhão de cidadãos dinamarqueses casados, os pesquisadores também descobriram que os homens tinha 70% mais chances de morrer do que os que não perderam a parceira. No caso das mulheres, 27% eram mais propensas à morte do que as que não se tornaram viúvas.
Jovens são mais afetados
Além do gênero, o estudo indicou que pessoas na casa dos 60 anos sofrem com maior probabilidade de morte. Os pesquisadores descobriram que as pessoas nesta faixa etária – a mais jovem analisada pelo estudo – eram as mais propensas ao óbito.
Em entrevista a revista norte-americana Time, a professora de sociologia da Florida State University, Dawn Carr, se mostrou surpresa com o resultado. “É uma descoberta surpreendente o risco de morte aumentado em uma idade tão jovem”, disse.
Ao Time, a coordenadora do programa de Gerontologia da Universidade de Utah Kara Dessel, teoriza que “o luto em uma idade menor, já que é incomum perder um cônjuge tão jovem, crie estresse adicional em comparação com pessoas mais velhas, período que a morte é mais esperada”.
Em relação aos homens serem mais afetados, Carr analisa que “o sexo masculino tende a depender fortemente de suas esposas em casais heterossexuais, para que suas necessidades sociais sejam satisfeitas”.
A importância da rede de apoio
Outra descoberta do estudo é a importância de ter um círculo social próximo após a perda do cônjuge. Os pesquisadores mostraram que, apesar do risco de morte aumentar durante o período de luto, a mortalidade diminui nas primeiras semanas.
O estudo teoriza que o apoio social de familiares e amigos provoca um efeito de acolhimento importante para a saúde mental da pessoa que sofre a perda.
O resultado depende de diversos fatores
Os pesquisadores admitem que a conclusão da pesquisa não é garantida em todos os cenários. Eles afirmam que o resultado depende de diversos fatores, como o país, a classe social e até culturas onde o significado de morte é diferente.
O estudo também avisa que as descobertas não se aplicam a casais homossexuais ou relacionamentos entre pessoas solteiras.
Últimas notícias
Colisão entre motos deixa três feridos no município de Delmiro Gouveia
Daniel Barbosa é reeleito deputado federal com mais de 100 mil votos
Lula é o mais votado para presidente em Arapiraca no primeiro turno
Veja quem são os 27 deputados estaduais eleitos por Alagoas em 2026
Apoiadores de JHC se reúnem em comitê para comemorar vitória em Maceió
Erika Hilton se torna a mulher mais votada na história da Câmara
Vídeos e noticias mais lidas
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
[Vídeo] Chuvas abrem cratera e motoristas correm riscos na AL-101 Norte
Confira o que abre e fecha em Alagoas no feriado desta quarta-feira (16)
Severino Pessoa anuncia a liberação de R$ 2,8 milhões para a saúde de Batalha
