Em três meses, AL registra mais da metade de territórios afetados por queimadas de 2022
A área afetada neste ano até março corresponde ao tamanho de aproximadamente 764 campos de futebol
Apenas no primeiro trimestre de 2023, Alagoas já registrou mais da metade do tamanho de territórios afetados por queimadas de 2022. Nos três primeiros meses foram 825 hectares, representando 52% do total do ano passado, que foi de 1.584 ha. Os dados são do Monitor de Fogo, realizado pelo MapBiomas Brasil.
A área afetada neste ano até março corresponde ao tamanho de aproximadamente 764 campos de futebol. No entanto, em 2022 o estado havia registrado uma queda de 65,5% neste quesito, na comparação com 2021. O número foi de 4.602 ha para 1.584 ha.
Desde o início da série histórica, em 2019, o MapBiomas aponta que 2021 foi um ano de queimadas atípico em Alagoas, uma vez que neste primeiro ano de coleta de dados o número foi de 2.552 ha e, no seguinte, teve uma diminuição para 2.494 ha.
O território queimado há dois anos equivale a mais de 46 milhões de metros quadrados, ou cerca de 4.260 campos de futebol. Nestes quatro anos e três meses, o estado registrou mais de 12 mil hectares destruídos pelo fogo.
Brasil queimou área equivalente a Colômbia e Chile juntos em quase 40 anos
Um novo mapeamento da superfície queimada pelo fogo no Brasil revela que a área queimada entre 1985 e 2022 foi de 185,7 milhões de hectares, ou 21,8% do território nacional. A média anual alcança 16 milhões de hectares/ano, ou 1,9% do Brasil. São extensões comparáveis a países: no caso do acumulado em 38 anos, a área equivale à soma da Colômbia com o Chile; na média anual, ao Suriname.
O conjunto de informações sobre as cicatrizes deixadas pelo fogo sobre os mais de 851 milhões de hectares do território brasileiro são obtidas a partir de imagens de satélite e processamento em nuvem. O MapBiomas Fogo não contabiliza o número de focos de calor, mas sim a extensão consumida pelas chamas.
A área afetada pelo fogo varia entre os seis biomas brasileiros, com o Cerrado e a Amazônia concentrando cerca de 86% da área queimada do Brasil entre 1985 e 2022. O Cerrado queimou em média 7,9 mha/ano, ou seja: todo ano uma área maior que a da Escócia queimou apenas nesse bioma.
No caso da Amazônia, a média foi de 6,8 milhões de hectares/ano – quase uma Irlanda. Mas quando se analisam as áreas dos biomas, a liderança é do Pantanal, que teve 51% de seu território consumido pelo fogo nesse período.
O estado de Mato Grosso apresentou maior ocorrência de fogo, seguido pelo Pará e Maranhão. Os municípios que mais queimaram no país entre 1985 e 2022 foram Corumbá (MS), São Félix do Xingu (PA) e Formosa do Rio Preto (BA).
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