Audiência Pública no Senado reúne Renan Calheiros e Paulo Dantas
Calheiros reafirma que Braskem não será vendida enquanto não pagar as vítimas do afundamento do solo
A Audiência Pública para debater o Caso Braskem no Senado, aconteceu nesta segunda-feira (09), e contou com a presença de Renan Calheiros, Paulo Dantas, deputados como Rafael Brito, especialistas e representantes dos municípios e das vítimas.
Renan Calheiros destacou que para ele, não importa quem irá adquirir a Braskem, e sim, que a empresa resolva as pendências com as vítimas do crime ambiental e o Estado de Alagoas.
“Não me importa a recomposição acionária da Braskem e quem venha comprar ações ou até mesmo controlar a empresa. Por outro lado, o plano de negócios da Petrobras certamente está bem desenhado sob orientação do ex-senador Jean Paul Prates, atual presidente da Petrobras”, disse.
“O meu ponto é conclamar as partes a registrarem de modo indubitável o seu compromisso com o pagamento justo dos prejuízos causados pela Braskem em bases satisfatórias para os refugiados ambientais, para a Prefeitura de Maceió, o Estado de Alagoas, e municípios adjacentes”, revelou Renan.
Renan Calheiros relembra que, em seu discurso no Plenário, ele deixou claro que não se pode permitir que se resolvam os problemas da Braskem sem que se resolva antes o problema de Maceió, do Estado de Alagoas e principalmente das vítimas da tragédia causada pela Braskem.
Rafael Brito diz que a bancada alagoana está atuante e tem se movimentado sobre a venda da Braskem. “A Comissão Externa da Câmara Federal já teve três reuniões de trabalho, está visitando alguns órgãos que, ou participaram ou da fiscalização ou do laudo do crime que aconteceu em Alagoas. A bancada tem se movimentado no Senado, na Câmara, em Alagoas, a luz desse fato novo, que é a possível troca acionária da Braskem”, comentou Rafael Brito.
Paula Dantas afirma que o Governo de Alagoas vai lutar junto às vítimas. “O governo de Alagoas também se associa à luta travada pelo Movimento Unificado das Vítimas da Braskem e da Associação dos Empreendedores do Pinheiro, região afetada", disse Paulo Dantas.
“É inconcebível tratar da venda de ações e do futuro de acionistas sem incluir na pauta as justas reivindicações das vítimas que necessitam ser indenizadas", concluiu Dantas.
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