Indicados de Lula não estarão no BC para formar bancada de oposição, diz Haddad
Segundo ministro da Fazenda, Brasil está prestes a entrar em um ciclo de queda de juros
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira (26) que os indicados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o Banco Central (BC) não estarão na autarquia para formar uma “bancada de oposição”.
“Não há hipótese de trabalharmos como se aquilo [BC] fosse o Congresso, com bancada da oposição e do governo, isso é ridículo”, disse Haddad.
O ministro havia dito mais cedo nesta semana que seria natural que o presidente fizesse suas indicações com base no que considera melhor para o país. Acrescentou, no entanto, que após serem nomeados, os diretores prestarão contas ao próprio BC e ao Conselho Monetário Nacional (CMN), e não ao chefe do Executivo.
O chefe da equipe econômica também afirmou que o país está prestes a entrar em um ciclo de queda de juros, ressaltando que a inflação está “mais comportada” e que o câmbio está estável em um patamar mais baixo do que o do início do governo.
“A inflação está mais comportada, o câmbio está estável em um patamar bem mais baixo do que nós herdamos, as curvas futuras de juros estão caindo, o PIB está sendo revisto para cima”, disse em entrevista à GloboNews.
A prévia da inflação em maio mostrou desaceleração ao registrar alta de 0,51% após alta de 0,57% em abril. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na nesta quinta-feira (25).
No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,12% e, em 12 meses, de 4,07%, abaixo dos 4,16% registrados nos 12 meses anteriores.
A perda de fôlego da variação de preços deu força à expectativa de antecipação do corte de juros pelo Banco Central, atualmente no patamar de 13,75% ao ano.
O ministro ponderou, no entanto, que o hiato entre a queda de juros e a retomada do consumo é uma preocupação para o governo, e por isso foi lançado na véspera um programa para redução de IPI e PIS/Cofins para carros com valor de até R$ 20 mil com o objetivo de reaquecer a indústria automotiva.
Questionado sobre críticas ao programa automotivo que apontam para a renúncia fiscal do governo justamente em um momento de acerto de contas para a entrada em vigor do novo arcabouço fiscal, Haddad afirmou que a iniciativa terá duração de três a quatro meses e “pode segurar o fechamento de plantas”.
O ministro acrescentou que a renúncia fiscal final com o programa pode não chegar a um quarto dos 8 bilhões de reais previstos inicialmente.
Haddad afirmou, ainda, que a partir de agosto o governo vai lançar medidas de transição ecológica, e disse que será necessário renovar a frota de caminhões para modelos menos poluentes.
*Com informações da Reuters.
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