Acusados de matar auditor da Sefaz devem ir a júri popular
Vítima fiscalizava depósito de bebidas quando foi agredida pelos proprietários do estabelecimento; crime ocorreu em agosto de 2022
Na última quinta-feira (25), o juiz Geraldo Cavalcante Amorim, da 9ª Vara Criminal da capital, determinou que os acusados de matar o auditor da Sefaz sejam levados a júri popular pelo crime de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menor.
A sentença publicada no Diário da justiça Eletrônica prescreveu tal determinação para os réus Ronaldo Gomes de Araújo, Ricardo Gomes de Araújo, Vinícius Ricardo de Araújo da Silva e João Marcos de Araújo, indiciados pela morte do auditor fiscal João Assis Pinto Neto, da secretaria da Fazenda de Alagoas (Sefaz), em 2022.
Além dos quatro acusados ainda há uma quinta ré, Maria Selma Gomes Meira, que será julgada pelos crimes de ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor.
Durante interrogatório, o acusado Ronaldo Gomes de Araújo confessou ter praticado o crime, e afirmou que agiu sozinho. Ele relatou ainda que perdeu o controle da situação após uma discussão. Quando ouvidos, os outros acusados negaram as acusações.
Segundo laudo cadavérico, a vítima morreu devido a múltiplas lesões na cabeça. Os réus homens serão julgados por homicídio qualificado devido ao motivo torpe, uso de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Eles permanecerão em prisão preventiva. A acusada Maria Selma Gomes Meira deverá aguardar o julgamento em liberdade.
Para o juiz Geraldo Amorim, “nenhuma medida cautelar diversa da prisão é capaz de proteger a sociedade quanto à aparente periculosidade dos agentes e/ou diante dos indícios de que, postos em liberdade, voltarão a encontrar os mesmos estímulos que, em tese, levaram-nos a delinquir”.
O crime
O crime aconteceu em 26 de agosto de 2022. A vítima, João de Assis Pinto Neto, foi até o depósito de bebidas Ponto 29, para realizar uma inspeção. Segundo a acusação do Ministério Público, a vítima foi submetida a várias formas de violência por Ronaldo, Ricardo e Vinícius. Um menor de idade conhecido como “Pintinho” também teria contribuído para a execução do crime.
Na ocasião, o réu João Marcos teria fechado uma das portas do estabelecimento no momento das agressões, de forma a auxiliar os demais acusados. Já a ré Maria Selma Gomes Meira, mãe de três dos acusados, teria ajudado os filhos a limpar o sangue da vítima e a transportar o veículo de fiscalização da SEFAZ até um canavial, onde o corpo foi carbonizado.
Últimas notícias
Em meio à disputa pelo governo, Renan Filho e JHC têm encontro previsto na ALE
Fim da escala 6x1: veja como cada deputado de Alagoas votou
Briga entre marido e mulher vai parar na delegacia em Novo Lino
Preso homem acusado de assassinar mulheres pernambucanas em hotel de Maceió
“A escala 6x1 não tem mais espaço nos dias de hoje”, afirma Daniel Barbosa
Homem é flagrado observando vizinha pela brecha do muro e se masturbando
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Mototaxista é assassinado a tiros em São Luís do Quitunde
