SSP e Seduc instalam mesa de situação para garantir segurança escolar em Alagoas
Reunião com os gerentes e chefes regionais de Educação deverá ser mensal e acompanhada pelo Observatório da SSP
Em mais uma ação de prevenção e combate à violência, as secretarias estaduais de Segurança Pública (SSP) e Educação (Seduc) deram início aos encontros cotidianos que devem ajudar nas ações para garantir a segurança nas escolas de Alagoas.
A primeira Mesa de Situação de Segurança Escolar foi realizada na manhã desta quarta-feira (31), na sede da Seduc, com a participação de representantes das duas pastas e também de integrantes do Observatório de Segurança criado pela SSP.
O objetivo da reunião é aprimorar o trabalho conjunto preventivo frente às possíveis ações infracionais que venham ocorrer no ambiente escolar e criar mecanismos e debates para fomentar políticas públicas que gerem mais tranquilidade tanto para os profissionais da educação, quanto para os próprios alunos.
Para o chefe de Articulação Política e Prevenção da SSP, major Iran Rego, que apresentou um resumo das ações desenvolvidas pela pasta em abril e maio deste ano, o encontro faz parte de um conjunto de ações integradas que devem ocorrer de forma continuada junto aos gestores educacionais.
“Como ficou combinado durante uma capacitação ministrada pela SSP no mês passado, estamos aproveitando a reunião mensal dos gerentes e chefes das 13 Gerências Regionais de Educação para ampliarmos o diálogo e fortalecermos os esforços para evitar que a violência esteja presente no espaço do saber. Queremos incentivar aqueles que convivem de perto com a realidade estudantil de cada região do estado a fomentar um futuro de paz e desenvolvimento educacional”, afirmou ele.
Entre as ações apresentadas pelo major Iran está a ampliação das visitas realizadas pela Chefia de Prevenção nas escolas. Em abril foram 380 e, em maio, 516. Além disso, foram realizadas capacitações e um exercício simulado em duas escolas estaduais de Palmeira dos Índios e Arapiraca, coordenados pela Chefia Especial de Inteligência da SSP. A ação fez parte do 7º Estágio do Plano de Defesa de Alagoas.
A simulação de um atentado possibilitou o aprimoramento não só das forças de segurança, mas, também, dos próprios funcionários das escolas, ensinando-os a lidar com ocorrências de alta complexidade, como as pontuais que foram registradas em cidades do país.
A secretária especial de Gestão da Rede Estadual de Ensino, Sueleide Duarte, enalteceu a união das secretarias para o cuidado com o ambiente escolar. Ela ressaltou a preocupação com as ações violentas que têm assolado as escolas nos últimos tempos e acredita que a integração fará com que a violência seja reduza cada vez mais.
“Vivemos, dia a dia, o combate, o cuidado e, nesse momento, é muito importante a união de poderes, de setores. A gente tem o privilégio de reunir esses representantes e discutir sobre caminhos, tanto para combater o que está instalado quanto para prevenir, pelo menos, num campo sagrado que é a formação do cidadão, que é o setor escolar. A gente agradece a participação e a parceria e acredita que este é o caminho: unir forças”, afirmou a secretária.
Além dos gerentes e chefes regionais das 13 Geres, também participaram da reunião o secretário executivo de Desenvolvimento da Educação e Cooperação com os Municípios, Daniel Marinho; a superintendente da Rede Estadual de Ensino, Dileusa Costa; o coordenador de Políticas Antidrogas e Antiviolência da Seduc, coronel RR Wellington Fragoso; a gerente do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência da SSP, coronel RR Valdenize Ferreira; e o chefe especial de Inteligência, major Raumário Gerônimo, além de representantes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Penal e do Observatório de Combate à Violência Escolar da SSP.
Observatório
O observatório foi criado pela SSP para realizar pesquisas, coletar dados e sistematizar as informações sobre a violência nas escolas, com o objetivo de reprimir e prevenir casos delituosos em ambientes escolares de Alagoas. Além da Secretaria da Segurança Pública e da Seduc, também possuem representantes no colegiado o Ministério Público do Estado, as Polícias Civil e Militar, o Corpo de Bombeiros Militar e a Universidade Federal de Alagoas.
A promotora de Justiça Alexandra Beurlen, da Promotoria da Infância e Juventude, e o professor Emerson Nascimento, do Instituto de Ciências Sociais da Ufal, que integram o observatório, acompanharam a Mesa de Situação. O pesquisador universitário falou como deve ser o trabalho desempenhado pela equipe junto aos gestores educacionais.
“A ideia do observatório é organizar e sistematizar informações para iniciar as atividades dentro das escolas. A proposta é criar uma dinâmica de registro que seja padronizada, para que os professores que conhecem a realidade da sala de aula contribuam com as ações. Além disso, podemos pegar o material já registrado para que comecemos a planejar intervenções em escolas, bairros e regiões. Com os dados detalhados poderemos pensar nas estratégias a serem desenvolvidas junto à comunidade escolar. Inclusive, pensamos também em realizar questionários com os estudantes para analisar informações sob a ótica dos próprios alunos”, disse o professor Emerson.
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