Rodrigo Cunha pede a ministro do Desenvolvimento Regional a “federalização” das obras de 13 barragens em AL e PE
Cunha reiterou que a esperança destas obras saírem do papel
O senador Rodrigo Cunha (Podemos) solicitou oficialmente nesta quinta-feira (13) ao ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, a “federalização” da construção, ou conclusão, de 13 barragens anunciadas há quase 13 anos, e ainda não executadas no estado de Alagoas e, também, em Pernambuco.
As obras foram anunciadas em 2010, durante as grandes enchentes provocadas pelo transbordamento de rios no estado, especialmente na região da Zona da Mata alagoana. De acordo com o parlamentar, “estas obras precisam ser retomadas com urgência, e o acredito que governo federal precisa assumir integralmente estas construções para que, enfim, elas sejam executadas”.
“Na época, projetou-se a construção de 5 estruturas em Pernambuco e outras 8 em Alagoas. Acreditávamos que, finalmente, estaríamos protegidos das torrentes impiedosas dos rios. No entanto, hoje, apenas uma dessas barragens, em Pernambuco, se concretizou. Outras quatro, também em Pernambuco, estão paradas há quase uma década, como testemunhas mudas de promessas não cumpridas.
Em Alagoas, onde a situação é particularmente grave, testemunhamos apenas a concepção de projetos executivos para a construção de oito barragens ao longo dos rios Paraíba e Mundaú. Contudo, as obras nunca saíram do papel, não avançando por parte dos governos estaduais”, destacou Rodrigo Cunha.
Defensor de medidas preventivas e obras concretas contra as cheias que periodicamente vitimam milhares de famílias em Alagoas, Cunha reiterou que a “esperança destas obras saírem do papel renasce quando ouvimos as palavras do ministro de Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, que promete a retomada dos projetos. Aguardamos ansiosos pelo novo plano de investimentos que o presidente Lula anunciará, com um enfoque significativo na prevenção, obras de barragens, segurança hídrica, gestão de recursos hídricos e revitalização de bacias. Que esse anúncio se transforme em ação concreta para proteger as vidas que estão em jogo”, afirmou o senador.
A enchente catastrófica de 2010, considerada a maior do século, deixou um rastro de destruição: 29.700 casas reduzidas a escombros e 47 vidas perdidas. Foi a partir dessa tragédia que prefeitos e governadores clamaram por ações efetivas para conter as enchentes dos rios. Neste ano, o mesmo cenário crítico se repete, com 32 municípios em situação de emergência. Em todo o estado, mais de 25 mil pessoas tiveram que deixar suas casas. Os números da tragédia chegaram a 3.650 pessoas desabrigadas e 21.662 pessoas desalojadas em quase um terço das cidades do estado.
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