MPF apura denúncias de estoque de sal-gema e supressão de vegetação pela Braskem
Notícias jornalísticas baseadas em imagens capturadas por moradores da região apontam para irregularidades praticadas pela empresa
A fim de investigar notícias jornalísticas divulgadas em Alagoas, o Ministério Público Federal (MPF) oficiou à Braskem para que preste esclarecimentos dentro de um prazo de cinco dias. A petroquímica deve informar sobre origem e o armazenamento de materiais ensacados, possivelmente sal-gema, na unidade da empresa no bairro do Mutange. Além disso, o MPF busca informações sobre a supressão de vegetação que tem sido atribuída à empresa, possivelmente ocorrendo entre os bairros do Mutange e Bebedouro, conforme relatado pela mídia e redes sociais.
A Agência Nacional de Mineração (ANM) também recebeu ofício para realizar uma inspeção no local onde o material ensacado está armazenado e fornecer informações sobre a existência desse material e as atividades que estão ocorrendo lá.
Em relação às denúncias de aterramento envolvendo a supressão de vegetação nativa, possivelmente no bairro do Mutange e/ou na região dos Flexais, a Braskem deve explicar o motivo desse procedimento e apresentar a documentação de licenciamento ambiental correspondente à obra.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) e o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) também receberam um prazo de cinco dias para esclarecer as denúncias de supressão de vegetação e informar se a Braskem possui autorização ambiental para o aterramento. Caso haja autorização, os órgãos ambientais devem explicar a necessidade dessa medida, os motivos que justificaram a supressão de uma área de preservação permanente e fornecer todo o processo de licenciamento relacionado à obra. Se não houver autorização, eles devem realizar uma vistoria no local para avaliar a extensão dos danos.
Em uma nota divulgada à imprensa, a Braskem negou que se trata-se sal-gema armazenado no pátio da unidade do Mutange, em Maceió, tenha sido extraído recentemente das minas desativadas. No entanto, a empresa não esclareceu a origem da grande quantidade de sal-gema nem por que o produto, utilizado pela fábrica da petroquímica do Pontal da Barra, está estocado na unidade do Mutange.Posteriormente, à imprensa alagoana, a Braskem informou que "o material que o vídeo apócrifo afirma ser sal-gema é, na verdade, calcita (carbonato de cálcio), informação esta que consta na embalagem do produto, e que nada mais é do que um insumo utilizado por uma empresa especializada, contratada pela Braskem, nas atividades com equipamento de sonda para o fechamento definitivo dos poços".
Supressão de vegetação
O MPF recebeu uma denúncia do deputado federal Paulão, que reportou a publicação de uma matéria jornalística acusando a Braskem de realizar aterramento de manguezais no bairro Mutange e nas regiões do Flexal sem autorização dos órgãos ambientais. A matéria jornalística inclui um vídeo gravado pelo professor da UFAL Dilson Ferreira, que mostra o aterro com pedras e outros materiais em uma área que, segundo o vídeo, era um manguezal.
A Braskem, por sua vez, afirmou em uma nota à imprensa que todas as atividades em execução na região são licenciadas e fiscalizadas pelos órgãos ambientais competentes.
Últimas notícias
Homem de 49 anos sofre tentativa de homicídio ao ser esfaqueado em Maragogi
Assaltantes são detidos por moradores após roubo de motocicleta em Craíbas
Mulher morre baleada durante abordagem policial em grota de Maceió
Mais de 5 mil pessoas fazem festa para receber Renan Filho em Olho d’Água das Flores
Homem é baleado durante tentativa de homicídio em Colônia Leopoldina
Suspeito de homicídio é preso com arma usada no crime em Colônia Leopoldina
Vídeos e noticias mais lidas
Cliente denuncia demora na entrega de carro após pagar quase R$ 110 mil
Jovem de 24 anos é baleado na mão e suspeitos fogem em São Sebastião
Ajustes no texto adiam votação da MP que acaba com a chamada taxa das blusinhas
ASA vence Goiatuba nos pênaltis e garante acesso á Série C
