Senado cria CPI da Braskem após pedido de Renan Calheiros
Comissão vai apurar atuação da petroquímica em Maceió e Petrobras também será investigada por ter cerca de 35% de participação na empresa
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), leu nesta 3ª feira (24.out.2023) o requerimento para instaurar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Braskem. Agora, os líderes partidários devem fazer as indicações dos integrantes para que o colegiado comece de fato a funcionar.
O pedido foi protocolado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), que pressionou Pacheco para que a leitura do requerimento fosse feita ainda nesta 3ª feira.
A CPI pretende apurar a atuação da petroquímica em Maceió, em Alagoas. Investigará o afundamento de solo provocado pela Braskem em 5 bairros da capital, segundo sentença judicial já proferida contra a empresa.
A Petrobras, controlada pelo governo, tem cerca de 35% de participação na Braskem. As investigações da CPI podem respingar na estatal. A oposição no Senado poderá aproveitar para convocar políticos de casos relacionados à corrupção alvos da Operação Lava Jato, por exemplo.
Renan conseguiu o apoio de 45 dos 81 senadores para a abertura da comissão em setembro. Eram necessárias ao menos 27 assinaturas. O emedebista é adversário político do presidente da Câmara, Arthur Lira, do PP (Progressistas), que também é de Alagoas. Os 2 tiveram divergências e protagonizam disputa pelo poder local do Estado.
A leitura do requerimento por parte de Pacheco –cerca de só 1 mês depois de o congressista apresentar o requerimento– ainda deve contribuir para acirrar a relação entre os presidentes da Câmara e do Senado, que também tiveram discordâncias neste ano. A comissão terá 11 senadores e 7 suplentes, e deve funcionar por 120 dias.
Em fala no plenário, Renan agradeceu Pacheco pela leitura do requerimento. “O que Braskem proporcionou a Maceió foi o maior acidente ambiental urbano de todos os tempos no mundo”. Também pediu para que os líderes partidários “apressem” as escolhas de seus representantes na comissão.
“A Braskem é um monopólio. Ela significa o poder econômico […] A CPI objetiva somente investigar os efeitos jurídicos, socioambientais, da reparação ambiental que cabe exatamente a Braskem depois das decisões de que ela é, sim, responsável pelo afundamento do solo e pela maneira como vem tratando esse desastre”, disse.
A Braskem emitiu a seguinte nota:
Desde o início, a Braskem vem implementando ações para resolver o tema de forma definitiva e em conformidade com os acordos assinados com as autoridades competentes. Estão sendo realizadas ações junto às comunidades dos bairros afetados e diálogos constantes com todos os envolvidos.
Últimas notícias
Ídolo do Chelsea, Terry vira lata de cerveja com cantor durante show
Biomédica resgata aves atropeladas em estacionamento de shopping
Feiticeira constrói estátua de 11 metros em homenagem ao Diabo no Ceará
Carteiro posa com medalha da Copa do Mundo após fazer entrega a Cucurella
Homem é baleado durante tentativa de assalto no bairro do Jacintinho em Maceió
Condutor colide em árvore durante fuga da polícia em Arapiraca
Vídeos e noticias mais lidas
MP sugere caminhões frigoríficos para armazenar corpos de vítimas da Covid-19
Nova lei reorganiza efetivo da PM de Alagoas; entenda o que muda
Comandante da PM emociona em homenagem a coronel que morreu após mal súbito
PM da Rotam é encontrado morto em apartamento na Pajuçara, em Maceió
