Renan Filho autoriza obra histórica que vai beneficiar 80 mil pessoas entre Alagoas e Sergipe
MInistro afirmou que em 60 dias a fundação da ponte vai começar a ser construída
Ordem de serviço assinada pelo permite início da construção da ponte que ligará Penedo (AL) e Neópolis (SE). “Em 60 dias já começaremos a bater as estacas da obra para fazer a ponte para o povo dessa região”, disse
O alívio no bolso e a economia de tempo esperados diariamente pelo funcionário de supermercado Maicon Douglas e por cerca de 300 mil pessoas da região do Baixo São Francisco começaram a virar realidade neste sábado (13) com a assinatura da ordem de serviço que permite o início da construção da ponte que ligará as cidades de Penedo, em Alagoas, e Neópolis, em Sergipe, na rodovia BR-349/AL/SE.
“Conversei há pouco com o pessoal da empresa e uma informação relevante: em 60 dias já começaremos a bater as estacas da obra para fazer a ponte para o povo dessa região”, afirmou o ministro dos Transportes, Renan Filho, após a assinatura da ordem de serviço em Penedo. “Já está na cabeça de todo mundo que essa ponte significa desenvolvimento. Essa ponte cai fazer com que Penedo e Neópolis deixem de ser cidades de fim de linha e passem a voltar a ser rota de desenvolvimento de Alagoas, de Sergipe e de todo o Nordeste brasileiro”, completou.

Ministro destacou a importância e os benefícios da obra durante sua fala. Foto: assessoria
Como será a obra?
• A ponte receberá um investimento de R$ 203 milhões, que serão usados para construção de acessos, calçadas e ciclovias, entre outras benfeitorias:
• Sua extensão será de 1,08 quilômetro, além de 12,25 quilômetros de acessos;
• A estrutura terá 21,1m de largura, comportando calçada e ciclovias;
• Vão central com 300 metros para viabilizar a navegação;
• Cerca de 80 mil moradores serão beneficiados com o empreendimento;
• O projeto está em sintonia com os programas que visam a melhoria da qualidade ambiental do rio São Francisco;
• A empresa escolhida para realizar o empreendimento vai finalizar o projeto executivo da ponte e depois iniciar as obras.
“Há seis anos eu enfrento essa batalha. Às vezes a balsa demora, a lancha não vem, aí chego atrasado no trabalho. Além de gastar mais de R$ 200 por mês com esse transporte. Fica apertado para a gente. Todos esperam por essa ponte que agora vai sair, se Deus quiser”, disse Maicon, de 31 anos. Atualmente, a travessia entre as duas cidades é feita de hora em hora e custa R$ 36 para carros pequenos e R$ 5 para pedestres.
A travessia, que hoje dura cerca de 15 minutos por balsa, com a ponte será feita em menos de dois minutos, considerando uma velocidade de 60km/hora. Além de melhorar a conectividade entre as cidades localizadas no Baixo São Francisco, a obra já impacta positivamente o turismo da região.
“A mera notícia de que a ponte vai sair já movimenta todo o setor privado. Novos hotéis encaminharam projetos à Prefeitura para dar início à construção. Penedo espera duplicar o número de leitos em um prazo de até 5 anos. Isso impacta tanto a economia formal quanto a informal”, disse o secretário de Turismo de Penedo, Jair Galvão.
Além do ministro dos Transportes, participaram dos eventos em Penedo e Neópolis os governadores de Alagoas, Paulo Dantas; e de Sergipe, Fábio Mitidieri; os prefeitos de Neópolis, Célio de Zequinha; e de Penedo, Ronaldo Lopes; o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Fabrício Galvão; o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Marcio Macedo; entre outras autoridades e lideranças políticas.
Ganhos socioeconômicos
Penedo, com 58.650 habitantes, e Neópolis, com 16.426 moradores, estão entre as cidades do trecho chamado de Baixo São Francisco, que corta os estados de Alagoas, Sergipe, Pernambuco e Bahia. Considerado um rio de integração nacional, o São Francisco é um dos principais vetores de desenvolvimento, principalmente do Nordeste do país.
Renato Peixoto é diretor de uma indústria têxtil que fica em Neópolis. Ele já calcula o quanto a empresa irá lucrar com a implantação da ponte.
“Vai facilitar o escoamento de mercadorias, não haverá um horário específico para atravessar, não teremos o custo da travessia, que encarece o frete e, consequentemente, o produto final”, afirmou.
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