Leonardo Dias ressalta necessidade de investigação a agentes públicos
Durante seu pronunciamento na Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Maceió desta quinta-feira (14), o vereador Leonardo Dias (PL) destacou os últimos desdobramentos das oitivas realizadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a mineração da Braskem na capital alagoana.
Dias enfatizou que sempre defendeu o indiciamento de executivos da empresa, mas também a investigação dos representantes de órgãos públicos envolvidos na omissão que leva à tragédia.
O vereador criticou a penalidade aplicada pela Agência Nacional de Mineração (ANM), que totalizou apenas 40 mil reais em multas à empresa, considerando o longo histórico de exploração em Maceió.
Leonardo citou o depoimento do diretor geral da ANM, Mauro Henrique Moreira Souza, revelando que foram aplicadas apenas 11 multas à Braskem durante todo o período investigado. Ele ressaltou a discrepância entre essa penalidade irrisória e as consequências devastadoras para a população afetada.
O pronunciamento também destacou o depoimento do presidente do Instituto do Meio Ambiente (IMA), Gustavo Lopes, que afirmou que as licenças foram concedidas com base em estudos e planos técnicos da Braskem. Essa revelação levanta questões sobre a falta de fiscalização adequada por parte dos órgãos responsáveis, permitindo que a exploração continuasse sem medidas preventivas.
“A Braskem explora Maceió desde 1976 sob a emissão de agentes públicos em todas as esferas. Multas que somam R$ 40 mil é o mesmo que rir da cara de 60 mil pessoas. Isso não se paga nem um barraco no Mutange, imagine 14 mil imóveis. O presidente do IMA foi depor e disse ‘sempre foram concedidas [licenças] baseadas em estudos, planos e com anotações de responsabilidade técnicas de seus respectivos conselhos da empresa Braskem'.
Dias recordou que somente em 2019 as licenças pararam de ser emitidas e mencionou o presidente Jair Bolsonaro como o primeiro agente público a responsabilizar a Braskem por suas ações. Leonardo criticou o valor das multas aplicadas e a resistência do atual governo em investigar o caso.
O vereador expressou sua esperança de que a CPI da Braskem possa responsabilizar os agentes públicos omissos e garantir justiça para as vítimas da tragédia. Ele concluiu reforçando a importância de identificar e responsabilizar aqueles que permitiram que o crime continuasse, enquanto as vidas das pessoas eram destruídas.
“Como a Braskem dizia ao IMA que estava tudo bem, os nossos agentes públicos assinavam para a exploração continuar sem nenhuma fiscalização. Caso tivesse sido cumprida a obrigação do poder público, o problema poderia ter sido descoberto antes das rachaduras surgirem nas casas das pessoas”, concluiu Dias.
Últimas notícias
Inmet emite três alertas de baixa umidade para diversos municípios de Alagoas
Foragido da Justiça de Sergipe por sequestro e cárcere é preso em Maceió
Mulher é presa por tráfico de drogas em ponto de vans no Centro de Arapiraca
Hemoal levará equipe itinerante para coletar sangue em Coruripe nesta quinta (5)
Prefeitura de Maceió leva iluminação azul a viadutos e à Avenida Sílvio Vianna
Justiça concede liberdade provisória a suspeito de matar mulher a facadas em Penedo
Vídeos e noticias mais lidas
Governo de Alagoas inicia cobrança pelo uso de água de rios e poços no estado
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
[Vídeo] Polícia Civil divulga imagens da perseguição ao Guarda Municipal morto em Teotônio Vilela
Morador de Arapiraca está no interior de SP e quer voltar para Alagoas
