Rodrigo Cunha acusa Braskem de “culpar vítimas” por desastre em Maceió, durante a CPI
Senador afirma que o relatório elaborado pela empresa Concrete apontou que os problemas nos imóveis teriam sido decorrentes do “desleixo” dos proprietários
O senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL), que integra a CPI da Braskem, acusou a petroquímica de “culpar as vítimas” pelo desastre ambiental que obrigou mais de 60 mil pessoas a deixarem suas casas, em Maceió.
O parlamentar afirma que a Braskem, por meio de relatório produzido por uma empresa contratada por ela — a Concrete — tentou culpar os moradores pelos danos nas propriedades atingidas pela tragédia. Rodrigo Cunha diz que chegou a essa conclusão com base em documentos encaminhados à CPI e por meio do depoimento do representante da Concrete, Roberto Faria.
— A pior coisa para se ouvir é culpar a vítima. As pessoas estavam sendo acusadas de um crime do qual elas eram vítimas — afirmou o senador.
O senador afirma que o relatório elaborado pela empresa Concrete apontou que os problemas nas casas, lajes e muros atingidos pela extração de sal-gema feita pela Braskem teriam sido decorrentes do “desleixo” dos proprietários, e não fruto da extração realizada pela petroquímica. O documento da Concrete destacou ainda deficiência nas construções e ausência de manutenção nas propriedades ao longo do tempo, isentando a petroquímica de responsabilidade pelos danos.
O laudo da empresa embasou a defesa da Braskem para se isentar da responsabilidade sobre a tragédia em Maceió. O documento foi encaminhado aos órgãos de controle oficiais.
Em sua defesa, o representante da Concrete, Roberto Faria, disse aos senadores da CPI que o relatório foi baseado em uma avaliação “superficial”, já que a empresa, segundo ele, não teve acesso ao interior das edificações. Segundo a CPI, a Concrete não fez qualquer sondagem ou análise do solo.
— Além de verificar a ação e a omissão, a CPI tem como objetivo identificar o dolo da Braskem, para que se possa entrar com ações criminais e buscar uma indenização justa para essas pessoas — afirmou o líder do Podemos.
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