Governo assina nesta quinta (27) acordos com servidores da educação
Acordos serão assinados pelo sindicato de professores que ainda não havia concordado com termos e pelos técnicos em educação
O governo Lula (PT) assina nesta quinta-feira (27/6), às 17h, em Brasília, acordos com servidores técnicos-administrativos em educação (TAEs) e professores de universidades e institutos federais (IFs). No fim de semana, as categorias decidiram, em assembleias, encerrar a greve que já se estende há mais de três meses, no caso dos técnicos, e há dois meses, no caso dos docentes.
A oferta do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) inclui o reajuste médio salarial acumulado em quatro anos de 28% (docentes) e 31% (técnicos), além da reestruturação das carreiras.
Não haverá correção em 2024, mas está acertado um reajuste nos dois próximos anos, sendo 9% em janeiro de 2025 e 3,5% em maio de 2026, para os professores, e de 5% em janeiro de 2025 e 3,5% em maio de 2026, para os técnicos.
A pasta chefiada pela ministra Esther Dweck defendeu que os reajustes que serão concedidos em 2025 e 2026, somados aos 9% de aumento já concedido em 2023, “representam ganhos acima da inflação projetada para todo período do governo Lula, que varia de 15% a 18%”.
Há grande expectativa de que, com a assinatura dos acordos nesta semana, as universidades e IFs retornem ao funcionamento normal até o início de julho.
Divisão entre professores
Como o Metrópoles vem mostrando, há uma divisão entre as entidades que representam os professores de federais. Até agora, o termo de acordo dos docentes só havia sido assinado pela Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico (Proifes), que representa um percentual menor da categoria.
O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) vinha se negando a referendar o acordo, mas após sinalizações feitas pelo governo nas últimas semanas, resolveu ceder e pôr fim à mobilização.
Em nota divulgada no início desta semana, o Andes afirmou que, “embora insuficiente”, reconhece que a proposta do governo preserva o saldo político e organizacional positivo da greve. Nesta quinta, a Proifes assinará um aditivo ao termo já firmado em 27 de maio.
Nas últimas semanas, o governo federal, por meio do Ministério da Educação (MEC), propôs uma alteração na carga horária. O registro de ponto eletrônico e a carga horária do Ensino Básico Técnico e Tecnológico (EBTT), que contempla os professores dos institutos federais, serão alterados por meio da revogação da Portaria nº 983/2020, editada pelo governo Jair Bolsonaro (PL).
O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou que, além dos investimentos no PAC, haverá um acréscimo de recursos para o custeio das instituições federais, no total de R$ 400 milhões, dos quais R$ 279,2 milhões serão destinados aos centros universitários e outros R$ 120,7 milhões aos institutos federais.
As universidades e institutos federais deverão retornar as aulas até a quarta-feira que vem (3/7), com cada instituição definindo o calendário do primeiro semestre de 2024, interrompido desde meados de abril.
Técnicos ainda não haviam assinado acordo
Os técnicos ainda não haviam assinado nenhum termo de acordo com o governo federal. O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) considerou que a greve resultou em “avanços relevantes” e decidiu aceitar as propostas do governo também no último fim de semana.
Já a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) deu indicação para assinatura do acordo, mas sustenta que a greve ainda não acabou. Havia indicação de seguir negociando, mas o governo informou que as conversas foram encerradas.
Um informe de greve divulgado na última terça-feira (24/6) pela Fasubra apontou que o movimento de greve conquistou, por exemplo, a reestruturação da carreira, o reposicionamento dos aposentados, o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) e a manutenção das capacitações.
“Após 105 dias de greve, o movimento encontra-se em um momento de dificuldade em produzir novos recuos do governo para ampliar as conquistas acumuladas”, disse o informe.
“O CNG [Comando Nacional de Greve] avalia que o Termo de Acordo deve ser assinado, se contemplar todos os pontos e prazos negociados nas reuniões com o governo.”
A Fasubra estabeleceu que, caso seja aprovada a assinatura do termo de acordo, o retorno ao trabalho está previsto para a próxima terça-feira (2/7).
Últimas notícias
Carreta avança sinal vermelho e provoca acidente na Avenida Fernandes Lima
Vídeo dos bastidores da Mega-Sena da Virada gera dúvidas nas redes sociais
BRT, ônibus modernos e tecnologia: Maceió entra na era da mobilidade inteligente
Jovem fica ferido após ser atingido por brinquedo de parque de diversões em Garanhuns
Polícia Civil investiga triplo homicídio ocorrido na orla do município do Pilar
Pedreiro morre após cair de prédio em construção em Viçosa
Vídeos e noticias mais lidas
Policial Militar é preso após invadir motel e executar enfermeiro em Arapiraca
Alagoas registrou aumento no número de homicídios, aponta Governo Federal
Cobranças abusivas de ambulantes em praias de AL geram denúncias e revolta da população
Saiba o que a esposa do PM suspeito de matar enfermeiro disse em depoimento à polícia
