Dólar tem leve alta e volta a R$ 5,50 com mercado à espera da inflação nos EUA
Em dia de agenda esvaziada, precificação sobre juros no Brasil e nos EUA conduziu as negociações
O dólar a vista voltou ao patamar de R$ 5,50 nesta terça-feira (27), após subir 0,18% com dia de agenda internacional esvaziada e análise de inflação no cenário local. A prévia do IPCA mostrou desaceleração em agosto, em linha com o esperado por analistas do mercado.
Porém, o cenário local segue em incerto em relação a ancoragem de expectativas para a inflação e a decisão do Banco Central sobre juros, o que prejudica uma recuperação consistente do real frente a moeda norte-americana.
“O IPCA de agosto vai ser bom, com grande chance de deflação no mês, mas ao mesmo tempo temos um ambiente de desancoragem de expectativas e de mercado de trabalho muito forte”, avaliou o economista-chefe do banco Bmg, Flavio Serrano. “Este é o principal dilema do BC.”
Qual a cotação do dólar hoje?
O dólar comercial fechou em alta de 0,18%, a R$ 5,502 na compra e a R$ 5,503 na venda. O dólar futuro de primeiro vencimento (DOLc1) avançava 0,29%, indo a 5.505 pontos.
Na segunda-feira, o dólar à vista fechou em leve alta de 0,24%, cotado a 5,4928 reais. Em agosto, a divisa acumula baixa de 2,71% ante o real.
Dólar comercial
Compra: R$ 5,502
Venda: R$ 5,503
Dólar turismo
Compra: R$ 5,529
Venda: R$ 5,709
O que aconteceu com o dólar hoje?
Nesta terça-feira (27), faltou ao mercado de câmbio um gatilho forte que pudesse influenciar as cotações. Em um dia de agenda esvaziada no exterior, o dólar sustentou ganhos ante divisas como o peso mexicano, o peso colombiano e o peso chileno, o que levou a um viés de alta em relação ao real.
Mas, como em sessões anteriores, as oscilações foram limitadas, com investidores aguardando novos dados para precificar melhor o início do ciclo de corte de juros nos Estados Unidos.
Na próxima quinta-feira (29) saem nos EUA dados do Produto Interno Bruto e na sexta-feira (30), o índice de preços PCE, bastante observado pelo Federal Reserve na formulação da política monetária.
“Hoje ainda tivemos um pouco de aversão a risco, por conta do conflito envolvendo Israel no Oriente Médio, que ontem deu força ao dólar. Mas a precificação é contida, e o mercado caminha de lado, aguardando novos dados”, avaliou Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos.
Internamente, destaque para a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que subiu 0,19% em agosto, após alta de 0,30% em julho. Em 12 meses ele ficou em 4,35%, um pouco abaixo do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, de 4,5%.
Economistas consultados pela Reuters estimavam alta de 0,20% do IPCA-15 em agosto, com aumento de 4,45% na comparação anual.
Os dados foram considerados favoráveis por boa parte dos analistas, mas ainda assim o dia foi de alta das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros), que voltaram a precificar 100% de chances de elevação da taxa Selic em setembro. Atualmente a taxa básica de juros está em 10,50% ao ano.
Ainda que a precificação dos mercados indique corte de 25 pontos-base de juros pelo Federal Reserve em setembro e alta de 25 pontos-base pelo Banco Central no mesmo mês — o que elevaria o diferencial de juros para o Brasil — o dólar se manteve em patamares elevados.
“Se isso se confirmar (corte de juros nos EUA e aumento no Brasil), há espaço para um dólar a R$ 5,30 ou mesmo R$ 5,20 reais”, pontuou o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior. “Mas vamos ter que esperar um pouco para esta movimentação.”
(Com Reuters)
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