Ex-BBB Felipe Prior vira réu em novo caso de estupro
Documento do Ministério Público afirma que o caso aconteceu em fevereiro de 2015, em Votuporanga, no interior paulista
Menos de uma semana após ter sua condenação por estupro confirmada e a pena aumentada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Felipe Prior virou réu novamente, por outro caso de abuso sexual.
De acordo com documento do Ministério Público, revelado pelo portal G1 nesta terça-feira (17/9), o ex-BBB está sendo acusado de forçar relações sexuais com uma vítima, dentro de uma barraca, em fevereiro de 2015, durante o Carnaval. O caso aconteceu na cidade de Votuporanga, no interior de São Paulo.
“No dia dos fatos, o acusado passou a beijar e a passar as mãos pelo corpo da vítima quando estavam na piscina, na presença de outras pessoas, o que deixou a ofendida constrangida, de modo que saíram dali e foram para uma barraca”, começou o órgão.
O relatório ainda deu mais detalhes: “Na barraca onde a vítima dormia, sendo que a vítima estava de biquíni e o acusado de sunga, este foi rapidamente tirando sua roupa e forçou a cabeça da ofendida contra seu pênis para que ela fizesse sexo oral, sendo que o pênis do acusado chegou a tocar na boca da vítima. A vítima imediatamente falou que não queria e empurrou o acusado”, relatou, antes de completar:
“Contudo, aproveitando-se de sua força física, de seu peso e de seu tamanho, o acusado deitou a vítima e deitou-se sobre ela, colocando apressadamente uma camisinha no seu pênis. A ofendida disse não, que não iria transar com o acusado, sendo que ele não a ouvia e usou a força do peso do corpo dele, a configurar a violência, mantendo a ofendida imobilizada, para penetrar seu pênis na vagina da vítima, que sentiu dor, diante da total ausência de lubrificação”, disse o Ministério Público.
A vítima e testemunhas do caso contaram, em depoimento, que Felipe Prior parou com o abuso quando percebeu que uma amiga da moça estava caminhando em direção à barraca. Com isso, a moça conseguiu empurrá-lo e sair. Felipe Prior, por sua vez, alegou ter feito sexo com a mulher, disse que tudo foi consentido e negou ter praticado o estupro.
Ainda segundo o documento do MP. o ex-BBB tentou descredibilizar a vítima: “O réu tenta fazer crer que a vítima teria inventado os fatos porque ficou enciumada por ele ter ficado [com outra mulher] no mesmo dia e até o final do evento carnavalesco. […] Os fatos somente foram revelados pela ofendida anos após o ocorrido, depois que a vítima tomou consciência efetiva de que tinha sido vítima de estupro e que não teve qualquer culpa pelo ocorrido. Se ela quisesse inventar os fatos para prejudicar o réu, por ter se sentido enciumada, ela teria feito isso naquela oportunidade”, comentou o promotor, que seguiu:
“Inventar fatos tão graves, por razões tão banais, não parece condizer com a personalidade da vítima. […] Os fatos somente foram revelados pela vítima às autoridades após ela saber que o réu tinha praticado fatos semelhantes com outras mulheres, inclusive, valendo-se do mesmíssimo modus operandi”, encerrou.
A defesa do arquiteto ainda não se manifestou. A coluna entrou em contato com o ex-BBB, mas até o fechamento desta nota não havia recebido um retorno.
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