Especialista diz que Emissário Submarino pode ruir a qualquer momento
BRK minimiza gravidade da situação, mas diz que obras de reparo deverão iniciar no começo de 2025
Uma vistoria técnica, feita última terça-feira (24), por uma equipe de engenheiros e peritos do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Alagoas (Crea-AL) juntamente com representantes do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia (Ibape-AL), constatou graves problemas estruturais no Emissário Submarino, localizado na Avenida Assis Chateaubriand, em Maceió. Situação preocupa especialistas e a população.
Segundo o engenheiro civil do Ibape-AL, Marcelo Daniel, a situação do Emissário exige atenção e ação urgente. Em entrevista dada a uma emissora de TV nesta quinta-feira (26), o especialista avaliou que a estrutura do Emissário está altamente danificada, e que não há segurança para quem transita pelo local, e nem da própria tubulação por onde são despejados os dejetos em alto mar. Ele alerta o risco de para um desastre ambiental.

Ainda segundo o engenheiro, após a vistoria feita na última terça, a equipe esta produzindo um relatório técnico que deverá ser enviado ao Crea-AL para, em seguida, ser encaminhado ao Ministério Público (MP), ao Governo do Estado e, também, para a Prefeitura de Maceió. A expectativa é de que esses órgãos competentes possam exigir da empresa responsável pela estrutura, a BRK, os reparos necessários o quanto antes.

O que diz a BRK
Ainda em entrevista a emissora de TV, a BRK, por meio do gerente de engenharia da empresa, Heitor Resende, informou que não teve acesso ao parecer técnico do Ibape-AL e do Crea-AL, entretanto, garantiu que a própria empresa possui um laudo técnico feito recentemente que indica que não há risco de colapso da estrutura do Emissário Submarino.
Apesar disso, Resende confirmou que há sim problemas visíveis que precisam de reparos. Segundo ele, os problemas ocorrem devido a estrutura ser muito antiga, com mais de 33 anos, e que ao longo desse tempo não teve a sua manutenção feita de forma adequada.
O gerente de engenharia da BRK informou que a empresa já fez todos os projetos para que a obra de reparos do Emissário possa ter início. Segundo ele, a expectativa é de que essas obras tenham início começo de 2025, e durem por volta de 10 meses para sua conclusão.
A BRK também enviou uma nota à redação do 7Segundos informando que realizou análises em toda a estrutura do emissário, e que não existe risco de colapso, e que as patologias identificadas comprometem apenas a durabilidade do equipamento. Veja nota na íntegra:
NOTA
A BRK esclarece que iniciou as ações para avaliação das condições estruturais de todo o Emissário Submarino já nos primeiros meses de operação na Região Metropolitana de Maceió (RMM). As análises, feitas por empresas especializadas, indicaram a necessidade de reparos, mas não constataram risco iminente de ruptura ou colapso da estrutura. As patologias identificadas comprometem apenas a durabilidade do equipamento, que já tem mais de 33 anos.
Foram realizados, por exemplo, ensaios de resistência à compressão do concreto, módulo de elasticidade, índice de vazios e absorção de água, reconstituição do traço, perda de seção da armadura, carbonatação e outros. Com esses relatórios de diagnóstico em mãos, a BRK seguiu com as ações para a recuperação da estrutura, contratando os projetos necessários para a realização das obras, que tem previsão de início para o primeiro trimestre de 2025.
BRK
Veja também
Últimas notícias
Traipu realiza Assembleia Geral e elege novo Conselho Municipal de Turismo
Reunião entre Lira e JHC é adiada; aliados apostam na retomada de aliança
Veja como ficou pousada após tiroteio na Pajuçara; quatro foram presos
Idosa impressiona com tacada final em jogo de sinuca
Vazamento de dados do Pix expôs mais de 10,2 milhões de telefones desde 2021
Pastor João Luiz recua e decide permanecer na Câmara de Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Ciclista morre após ser atingida por carro e ser atropelada por caminhão em Arapiraca
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Estudantes se formam na Uninassau Arapiraca e descobrem que curso não é reconhecido
