Humanização: HGE promove batizado de criança com síndrome rara
Cerimônia foi organizada com ajuda dos servidores da unidade, comovidos pelo amor, gana e dedicação da mãe
O Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, protagonizou mais uma ação de humanização na assistência ao paciente. Isso porque a unidade hospitalar possibilitou que a técnica de enfermagem Maria Aparecida dos Santos Ferreira, de 42 anos, realizasse o batizado católico de seu filho, de apenas 1 aninho, que é acometido pela Síndrome de Dandy-Walker e está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A realização de um batizado dentro da UTI Pediátrica causou comoção entre os profissionais do HGE. A enfermeira Claudinete Cardozo relata que todos os profissionais abraçaram essa intenção quando a mãe sinalizou a vontade. Com a ajuda da assistente social Daniela Gomes, o padre Leonel Quaresma, da Paróquia de São José, no Trapiche da Barra, foi convidado a realizar a cerimônia religiosa.
“Quando a criança nasce, ela depende dos pais para viver. Assim também acontece em nossa espiritualidade, nós dependemos da vida que Deus nos oferece para sermos luz de Deus na Terra. Batizar significa “emergir”. É quando morremos para o pecado e abrimos espaço para uma reviravolta na vida de quem se torna filho de Deus. É nessa esperança que nós precisamos nos apegar, pois Ele faz novas todas as coisas”, concluiu o sacerdote católico, ao justificar o porquê do batizado.
A Síndrome
A Síndrome de Dandy-Walker é uma malformação congênita do cérebro que envolve o cerebelo, responsável pela coordenação do movimento. Por vezes ela está associada a distúrbios de outras áreas do sistema nervoso central, incluindo a ausência da área composta por fibras nervosas que conectam os dois hemisférios cerebrais e as malformações do coração, face, membros, dedos das mãos e dos pés. A hidrocefalia está presente na maioria dos casos, incluindo o desta criança assistida pelo HGE.
Emocionada, Maria Aparecida dos Santos Ferreira diz que a notícia sobre a gravidez do primogênito a encheu de alegria e expectativa e, com isso,todos na rua, no trabalho e nos lares dos entes queridos se alegraram com a boa nova. Entretanto, durante a gestação, foi descoberto por meio de exames que a criança tinha uma síndrome que causaria limitações, o que resultou em medos, incertezas e dores que vem se convertendo em superações.
“Quando meu filho nasceu ele tinha aspecto de morto. Foi levado para a UTI da Maternidade Escola Santa Mônica, onde ficou por 28 dias. Recebeu alta médica e ficou seis meses em casa. Até que ele teve bronquiolite por duas vezes, sendo que na segunda foram necessárias a traqueostomia e a gastrostomia, o que levou a precisar de internação”, resumiu a mãe de primeira viagem.
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