Chacina em Alagoas: começa julgamento de acusado de matar família; veja como será
José Ailton da Silva é réu pelas mortes de três pessoas - incluindo uma adolescente grávida e uma criança de apenas dois anos
Começou na manhã desta quinta-feira (05) o julgamento de José Ailton da Silva. Ele é réu pelas mortes de três pessoas da mesma família - incluindo uma adolescente grávida e uma criança de apenas dois anos.
Ailton será submetido a júri popular na Vara do Único Ofício de Pilar. O outro acusado do crime, Wedson Santos da Silva, já foi condenado a mais de 40 anos.
O réu responde pelo crime de homicídio qualificado.
Como funciona o júri popular
O júri popular vale para crimes intencionais contra a vida, como homicídio, infanticídio ou participação em suicídio.
O caso desta quinta-feira (05) será presidido pela juíza Amine Mafra e composto de 25 jurados (sem antecedentes criminais e que não possuem graduação em Direito) - destes, apenas sete irão compor o conselho de sentença, que irá definir a responsabilidade do acusado e se ele deve ser absolvido ou não.
O funcionamento do júri popular deve seguir, em resumo, os seguintes passos:
👉 Depoimento das testemunhas de acusação e defesa;
👉 Interrogação do réu pelas partes;
👉 Sustentação oral da acusação e da defesa, com possibilidade de réplica e tréplica;
👉 Votação dos jurados em uma sala secreta e em sigilo sobre os questionamentos do juiz. As respostas devem ser objetivas (SIM ou NÃO).
A decisão é feita pela maioria dos votos. São os jurados que decidem se José Ailton da Silva será acusado ou absolvido. Logo após, a sentença será proferida ao réu e aos presentes. Esta decisão cabe recurso.
O caso
O 7Segundos teve acesso aos autos do processo do crime realizado no dia 1º de fevereiro de 2017. De acordo com o documento, na época, José Ailton e Wedson teriam invadido a residência de Elisabete da Silva, localizada no bairro Chã do Pilar, em Pilar.
Ailton confessou o crime logo após ser preso dez dias depois, no bairro Pernambuco, no mesmo município onde aconteceram os homicídios.
Segundo o depoimento dado à polícia, ele matou Elisabete (41) e seguiu para o quarto onde estavam a filha dela - a adolescente Onilda Daiane da Silva, grávida de três meses - e o filho de Daiane, Guilherme Miguel, de dois anos.
Ele disse, ainda, que a intenção não era matar a criança, e sim apenas Daiane. Os tiros atravessaram e mataram o menor.
De acordo com o delegado José Carlos, foram dados entre nove e 11 disparos contra as vítimas.
A polícia divulgou, à época, que as mortes poderiam ter sido motivadas pela perda da irmã de Ailton, Sandra Maria da Silva, que morreu um dia antes. Não foi divulgado, no entanto, se houve a participação da família morta neste crime.
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