Líderes de facção seguiam dando ordens a criminosos em liberdade através de cartas
Mulheres dos presos faziam o papel de levar os manuscritos para membros do grupo que estavam em liberdade
A Operação Hermes, deflagrada na manhã desta terça-feira (21), e que visa combater a atuação de um grupo criminoso que atua nos estado de Alagoas e Pernambuco, teve seu ponto de partida após a apreensão de cartas que líderes da facção enviavam para integrantes do grupo criminoso que estavam em liberdade. Mulheres desses criminosos, presos em unidades localizadas no agreste de Alagoas, e também em Palmares, Pernambuco, recebiam essas cartas, durantes as visitas, e entregavam aos criminosos soltos.
De acordo com o que foi relatado pelo delegado geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier, durante entrevista coletiva concedida nesta terça-feira (21), os líderes do grupo criminoso, embora estejam presos, seguiam dando ordens de dentro dos presídios.
Segundo o delegado, as cartas foram apreendidas dentro do sistema prisional. “Os líderes da organização criminosa faziam a comunicação e determinavam seus comandos através de cartas”, explicou o delegado.
Mulheres dos presos faziam o papel de levar os manuscritos para membros do grupo que estavam em liberdade. A partir daí, as investigações tiveram início. De acordo com os representantes das polícias, que integram a operação, as investigações duraram cerca de seis meses, até que fossem obtidas provas substanciais sobre os crimes praticados pelos investigados.
A organização criminosa, alvo da Operação Hermes que cumpre mais de 80 mandados nesta terça-feira (21), atuava em diversas regiões do estado, principalmente em Maceió, e tentava expandir o domínio ao município de Rio Largo.
Nome da ação - A operação recebeu o nome de Hermes em alusão ao deus mensageiro da mitologia grega, uma referência ao sistema de comunicação utilizado pela organização criminosa.
Últimas notícias
Seis crianças são vistas em objeto distante da areia na Praia do Sobral, em Maceió
Presidente Lula deve se reunir com setor produtivo após viagem para a COP
STF pode reduzir prisão de Bolsonaro a dois anos e quatro meses
Homem é preso após agredir companheira com chutes e puxões de cabelo em Arapiraca
ONU ressalta importância de proteger jornalistas e acesso à informação
Pai de Ruan Wilson questiona investigação após caso de policial atropelado
Vídeos e noticias mais lidas
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
Jovem é preso com arma e drogas no bairro do Jacintinho, em Maceió
[Vídeo] Polícia Civil divulga imagens da perseguição ao Guarda Municipal morto em Teotônio Vilela
Morador de Arapiraca está no interior de SP e quer voltar para Alagoas
