Caso Kleber Malaquias: atuação de delegados na investigação é tema do início do 2º dia de julgamento
A promotora apresentou ao júri provas técnicas, como vídeos do dia da execução, que devem comprovar a culpa dos acusados
O segundo dia do julgamento dos acusados pela morte de Kleber Malaquias, teve início nesta terça-feira (18) com os promotores Justiça Lídia Malta e Thiago Riff iniciando os debates. Após um dos réus, o sargento José Mário, ter feito graves acusações contra um dos delegados responsáveis pelas investigações, à época, os promotores reforçaram a competência do delegado à frente das investigações, além da firmeza em suas respostas durante o julgamento.
O réu, em seu depoimento nessa segunda-feira (17), disse que teria sido coagido pelo delegado Lucimério Campos, e o acusou de ter forjado provas contra ele. Sobre isso, o promotor Thiago Riff pontuou que, em sua avaliação, a firmeza nas respostas de Lucimério, durante todo o interrogatório feito a ele no julgamento, comprova a idoneidade do delegado.

Ainda com relação a suposta perseguição que o réu, José Mário, disse estar sendo vítima, a promotora afirmou que a perseguição que ocorre é da Justiça contra criminosos, e que esse tipo de “perseguição” deverá ocorrer sempre que criminosos tentarem colocar a sociedade alagoana em risco.
“Falaram que eles estavam sendo perseguido? Estão sendo pela Justiça porque são criminosos e nós continuaremos a perseguir quantos criminosos for preciso para garantir a paz da sociedade”, disse a promotora.
A promotora Lídia Malta apresentou para o júri provas técnicas, como vídeos do dia da execução de Kleber, que devem comprovar as culpas dos acusados. Segundo ela, as provas técnicas são indiscutíveis e contundentes.

Ela informou, ainda, para o júri, que o executor do crime, identificado como Fredson Souza, teria cometido outro assassinato no município de Pilar, 40 dias após a execução de Kleber.
Daniel Maia
O então delegado da Polícia Civil, que também esteve a frente das investigações desse crime bárbaro, Daniel Maia, foi chamado de "pseudo-delegado" pela promotora Lídia Malta durante sua sustentação nesta terça-feira (18). Daniel Maia virou réu do caso após o Ministério Público de Alagoas (MPAL), em uma atuação conjunta com a Polícia Federal (PF), ter descoberto que ele estaria atrapalhando as investigações, e forjando documentos.
“O delegado Daniel Maia agiu com falcatrua e não podemos permitir que pessoas assim afrontem a sociedade e maculem a imagem das nossas instituições", afirmou a promotora de justiça.
O júri deverá ser suspenso para o almoço. A previsão é de que o julgamento termine hoje por volta das 22h30.
Veja também
Últimas notícias
Policiais encontram antenas starlink na parede de cela em presídio do Rio
Maragogi: MPF investiga construção de muro de 400 metros na Praia da Bruna
Trump confirma que aprovou ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos
Inep divulga local de provas do Enem 2026; saiba como conferir
Colisão entre dois trens em alta velocidade deixa 'dezenas de mortos' na Espanha
Nova quadra esportiva transforma a rotina e traz mais dignidade aos moradores do Alto Bonito
Vídeos e noticias mais lidas
[Vídeo] Chuvas abrem cratera e motoristas correm riscos na AL-101 Norte
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
Jovem é preso com arma e drogas no bairro do Jacintinho, em Maceió
Após prefeitura repor lâmpada, dono de sucata desafia moradores e arranca braço de poste
