Nova estação registra três tremores em menos de duas semanas em Arapiraca e Craíbas
O primeiro evento ocorreu em 3 de março, em Arapiraca, com magnitude de 1.8; Já em Craíbas, outros dois tremores foram detectados nos dias 6 e 11 de março, com magnitudes de 1.6 e 1.8
Menos de duas semanas após entrar em operação, a nova estação sismológica instalada em Arapiraca já identificou três tremores de terra no Agreste de Alagoas. Os abalos foram registrados nos municípios de Arapiraca e Craíbas entre os dias 3 e 11 de março, todos com baixa magnitude, mas suficientes para chamar a atenção de pesquisadores que monitoram a atividade sísmica na região.
O primeiro evento ocorreu em 3 de março, em Arapiraca, com magnitude de 1.8. Já em Craíbas, outros dois tremores foram detectados nos dias 6 e 11 de março, com magnitudes de 1.6 e 1.8, respectivamente. Apesar de considerados de pequena intensidade, esses abalos podem ser percebidos por moradores que estejam próximos ao epicentro.
Os registros foram feitos pela Estação Sismológica de Arapiraca, instalada no início de março de 2026 por meio de uma parceria entre o Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) e a Universidade Estadual de Alagoas (Uneal). O equipamento amplia a capacidade de monitoramento científico na região, permitindo identificar com maior precisão a magnitude dos eventos, a profundidade e o ponto exato onde os tremores se originam.
Uma das hipóteses analisadas pelos pesquisadores é a influência de atividades humanas. Isso porque todos os tremores foram registrados por volta do meio-dia, horário que coincide com detonações controladas realizadas em atividades de mineração no município de Craíbas. Entre os focos da investigação está a possível relação entre os registros sísmicos e as operações da Mineração Vale Verde (MVV).
O objetivo do monitoramento é justamente diferenciar os chamados tremores naturais — causados por movimentações geológicas — das vibrações induzidas por ações humanas, como o desmonte de rochas utilizado na mineração.
Estudos sobre a atividade sísmica na região entre Arapiraca e Craíbas já vêm sendo realizados desde 2023. A instalação da nova estação deve ajudar os pesquisadores a compreender melhor a distribuição desses eventos e sua relação com estruturas geológicas presentes no Agreste alagoano.
Embora os tremores registrados até agora sejam de baixa magnitude e não representem risco estrutural, especialistas destacam que o acompanhamento contínuo é fundamental para ampliar o conhecimento sobre o comportamento sísmico da região.
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