Justiça alagoana condena envolvidos no assassinato de Kleber Malaquias
Confira as sentenças
Em um desfecho judicial aguardado desde 2020, a Justiça de Alagoas proferiu sentenças contra os envolvidos no assassinato do empresário e ativista Kleber Malaquias de Oliveira. Conhecido por suas denúncias contra políticos e autoridades locais, Kleber foi brutalmente executado em 15 de julho de 2020, no município de Rio Largo.
Condenações e Fundamentações
Marcelo José de Souza: Policial militar à época do crime, Marcelo recebeu uma pena de 24 anos de reclusão. O juiz destacou que, sendo um agente da lei, esperava-se dele uma conduta exemplar. Entretanto, sua participação ativa no homicídio qualificado, caracterizado pela impossibilidade de defesa da vítima e motivado por promessa de recompensa, resultou na condenação.
Fredson José dos Santos: Ex-policial militar expulso da corporação por conduta incompatível com o cargo, Fredson foi sentenciado a 30 anos de prisão. As mesmas qualificadoras aplicadas a Marcelo foram consideradas em sua sentença, reforçando a gravidade de sua participação no crime.
José Mário de Lima Silva: Policial militar e, na época, pré-candidato a vereador, José Mário foi condenado a oito anos, quatro meses e um dia de reclusão em regime semiaberto. Sua pena inicial foi reduzida devido à consideração de participação de menor importância no delito.
Edinaldo Estêvão de Lima, conhecido como "Galeguinho": Teve a pena base fixada em 12 anos. Contudo, considerando sua participação menos relevante, a pena foi reduzida em um terço, resultando em oito anos de reclusão. Com a progressão de regime, Edinaldo cumprirá quatro anos, quatro meses e um dia em regime aberto.
Sobre o Crime
No dia de seu aniversário, Kleber Malaquias foi atraído ao "Bar da Buchada" sob o pretexto de discutir questões políticas com José Mário. No local, Fredson José efetuou os disparos fatais. A motivação do crime está ligada às constantes denúncias que a vítima fazia contra figuras políticas e autoridades, o que gerou inimizades e culminou em sua execução.
O caso ganhou ainda mais destaque pelo envolvimento de agentes da lei, o que abalou a confiança da comunidade nas instituições de segurança pública. As sentenças proferidas buscam não apenas punir os responsáveis, mas também reafirmar o compromisso do judiciário com a justiça e a ordem pública.
A defesa dos condenados ainda pode recorrer das decisões.
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