Deputado Alfredo Gaspar cobra explicações ao Governo Federal sobre contratação milionária para a COP30
Parlamentar vai protocolar um requerimento de informações na Câmara dos Deputados
O deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL) vai cobrar explicação ao Governo Federal sobre a contratação milionária pelo Ministério da Casa Civil, sem licitação, para a organização da COP 30. O evento será realizado em novembro de 2025, em Belém (PA).
O parlamentar protocolará, após o Carnaval, um requerimento de informações na Câmara dos Deputados destinado ao ministro Rui Costa, questionando os critérios que levaram à escolha da Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) para um contrato de R$ 478,3 milhões.
“Um valor muito alto de R$ 478,3 milhões foi entregue a uma entidade sem concorrência, sem transparência e sem que a sociedade brasileira tenha qualquer garantia de que esse dinheiro será bem empregado. Queremos saber qual a justificativa para um gasto dessa magnitude sem licitação”, afirmou Alfredo Gaspar.
No documento, o parlamentar cobra do governo a apresentação dos pareceres técnicos e jurídicos que embasaram a decisão de contratar diretamente a OEI, desconsiderando outras instituições internacionais com experiência na realização de grandes eventos ambientais, como a ONU e o Banco Mundial. Além disso, questiona quais métricas serão usadas para medir a eficiência e a economicidade desse contrato milionário.
Outro ponto alarmante é o crescimento explosivo dos contratos entre o governo federal e a OEI. Enquanto em governos anteriores os valores não passavam de R$ 50 milhões, em 2024 saltaram para quase R$ 600 milhões. “Esse aumento substancial demanda uma análise de custo-benefício que demonstre a efetiva necessidade de tal incremento.
Além disso, cabe questionar se foram realizados estudos comparativos entre a contratação da OEI e possíveis alternativas viáveis, incluindo a execução direta pelo governo ou a utilização de outras entidades internacionais com capacidade técnica semelhante”, questionou o deputado.
O requerimento também pede explicações sobre quais mecanismos de fiscalização serão adotados para garantir que esse montante milionário não seja desperdiçado. Alfredo Gaspar solicita ainda que o Tribunal de Contas da União (TCU) e auditorias independentes tenham acesso ao contrato e possam monitorar sua execução.
“Sem esses esclarecimentos, a sociedade pode ficar sem garantias de que os recursos públicos estão sendo utilizados de maneira responsável e dentro dos princípios da administração pública”, completou.
Últimas notícias
Palmeira dos Índios é única cidade de Alagoas a receber Prêmio de Inclusão Socioeconômica em Brasília
Penedo sedia encontro nacional dos Conselhos Municipais de Educação
Famílias de São Sebastião são beneficiadas com títulos de propriedade de imóveis
PL de Renan Calheiros avança no Senado com linha de crédito especial para produtores rurais endividados
Polícia desmancha depósito e apreende mais de 18kg de drogas no bairro São Luiz em Arapiraca
João Vicente explica escolha de Tino Marcos para novo projeto do Porta
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Mototaxista é assassinado a tiros em São Luís do Quitunde
