Bebeto critica imbróglio após manifestação: 'Não podemos permitir que AL tenha um Alexandre de Moraes'
Segundo o deputado, o conteúdo do vídeo tenta deslegitimar o ato dos policiais civis
O deputado estadual Cabo Bebeto (PL) se manifestou, nesta quinta-feira (15), em defesa dos policiais civis que realizaram um protesto na quarta-feira (14), em frente à sede da Procuradoria Geral do Estado (PGE), em Maceió. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar criticou a gravação feita pelo secretário de Segurança Pública, Flávio Saraiva, pelo comandante-geral da Polícia Militar, coronel Paulo Amorim, e pelo diretor-geral da Polícia Civil, Gustavo Xavier. Segundo o deputado, o conteúdo do vídeo tenta deslegitimar o ato dos policiais civis e colocar a opinião pública contra a categoria.
O deputado afirmou respeitar e manter amizade com os três dirigentes, mas lamentou a postura adotada. “Uma coisa que eu aprendi na política é que a gente tá de passagem. A gente marca essa passagem pelos cargos pelas coisas boas que faz. Fiquei muito preocupado com esse vídeo”, disse.
Segundo o parlamentar, os gestores da Segurança tomaram partido na disputa entre os policiais civis e o Estado, “e tomaram partido do lado errado”, ao mesmo tempo em que “desmoralizaram os policiais militares que foram atender a ocorrência”. Cabo Bebeto parabenizou os PMs pela postura durante o ato, destacando que foram “imparciais e profissionais como devem ser”.
O deputado também saiu em defesa do presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), Jânio Barbosa, a quem chamou de “muito equilibrado e correto”. Em tom de alerta, comparou a atual postura da cúpula da Segurança à do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. “Não podemos permitir que Alagoas tenha um Alexandre de Moraes. O que está acontecendo?”, questionou.
Cabo Bebeto ainda criticou o parecer da PGE que acusa policiais civis de estarem ostentando armas de fogo durante o protesto. “É uma mentira vergonhosa e descarada”, afirmou. Segundo ele, os policiais estão sendo injustiçados por reivindicarem o cumprimento de um acordo não respeitado pelo governo estadual. “O governador Paulo Dantas deu a palavra e não cumpriu. Os policiais civis estão trabalhando 40 horas e só recebem por 30”, denunciou.
O parlamentar também mencionou ameaças supostamente proferidas por servidores da PGE contra os manifestantes e foi enfático: “Acabou esse tempo de escravidão”. Ele prometeu atuação firme na Assembleia Legislativa. “Irei usar das minhas prerrogativas, inclusive do meu papel de líder na Assembleia. Não vou aceitar esse tipo de intimidação, esse tipo de ameaça. A lei tem que ser igual e justa com todos. Contem comigo”, concluiu.
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