Bruno Henrique pode estar envolvido em esquema de competições de cavalos, diz MP
Atacante do Flamengo também é acusado de crimes de fraude a resultado ou evento associado à competição esportiva, além de estelionato
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) abriu uma apuração preliminar contra o jogador Bruno Henrique, do Flamengo, sobre um possível esquema relacionado a apostas em competições de cavalos.
O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) pediu que a Polícia Federal elabore um levantamento para decidir se os dados justificam um novo inquérito contra o atleta.
O atacante foi denunciado à Justiça do Distrito Federal, nesta quarta-feira (11), por suposta participação em um esquema de fraude esportiva e estelionato contra casas de apostas online.
Procurada pelo g1, a defesa do jogador informou que "no momento, não vai se manifestar". O caso segue em tramitação na 7ª Vara Criminal de Brasília.
A Polícia Federal encontrou conversas, em outubro de 2023, entre Bruno e seu irmão, Wander. No diálogo, o atleta pediu a transferência por Pix e cita "10 conto". Wander diz que vai ajudar, mas na sequência o jogador mostra resistência.
"Você não pode ser, temos nomes iguais", diz Bruno, segundo investigação da Polícia Federal.
Ainda conforme as conversas encontradas pela PF, Wander então questiona sobre riscos, e Bruno Henrique diz: "Vai, negócio de aposta aqui". A conversa continua e o jogador diz: "Parada de cavalo".
"Por essa razão, considerando que esse outro evento, cujos contornos delitivos se entremostram, merece o devido aprofundamento, este órgão ministerial demandou a realização das sobreditas diligências preliminares de apuração, visando reunir novos dados a respeito de possíveis novos crimes, para, se for ocaso, serem mais bem perscrutados no bojo de um inquérito policial próprio", aponta o Ministério Público.
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