Número de latrocínios recua 72,2% em Alagoas e tem a maior retração do Nordeste
Queda apresentada no estado também é a segunda maior do Brasil, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública
Alagoas apresentou a maior redução do Nordeste e a segunda maior do Brasil no número de latrocínios (roubo seguido de morte) em 2024, na comparação com o ano anterior. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
De acordo com o levantamento, no ano passado foram registrados seis crimes dessa natureza, ante 18 contabilizados em 2023 – uma queda de 72,2%. A retração no estado fica atrás apenas do Acre, que apresentou um recuo de 75,1%.
Na contramão de Alagoas, 12 estados brasileiros registraram aumento no número de latrocínios, com destaque para o Mato Grosso do Sul, cujo crescimento atingiu 237,2% – consequência da escalada de seis para 22 crimes na passagem de 2023 para 2024.
No Nordeste, o destaque negativo ficou com o Ceará, que apresentou crescimento de 70,1% – saindo de 24 em 2023, para 41 no ano passado. Além dele, outros três estados registraram aumento no número de crimes de latrocínio: Sergipe (16,2%), Maranhão (14,7%) e Bahia (5,6%).
Além de Alagoas, também apresentaram queda nos crimes de latrocínio os estados da Paraíba (-33,7%), Rio Grande do Norte (-28,3%), Piauí (-9,8%) e Pernambuco (-9,6%).
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Ação contínua das forças de segurança do estado contribuem para a redução dos índices de violência em Alagoas (Foto: Ascom Polícia Civil)
Latrocínio
Caracterizado como o roubo seguido de morte, o latrocínio está previsto no artigo 157 do Código Penal Brasileiro. Trata-se de um crime complexo, que combina o roubo (subtração de bem mediante violência ou grave ameaça) com o resultado morte da vítima.
A pena prevista é de reclusão de 20 a 30 anos e multa, sendo uma das mais severas do ordenamento jurídico brasileiro. O crime é considerado hediondo, conforme a Lei 8.072/90.
O anuário
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública se baseia em informações fornecidas pelas secretarias de segurança pública estaduais, pelas polícias civis, militares e federal, entre outras fontes oficiais da Segurança Pública.
A publicação é uma ferramenta importante para a promoção da transparência e da prestação de contas na área, contribuindo para a melhoria da qualidade dos dados. Além disso, produz conhecimento, incentiva a avaliação de políticas públicas e promove o debate de novos temas na agenda do setor.
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