Senadores bolsonaristas se acorrentam em protesto contra prisão domiciliar de Bolsonaro
Congressistas prometem deixar o local apenas se impeachment de Moraes entrar em pauta
Um protesto inusitado chamou a atenção no plenário do Senado Federal nesta quarta-feira (6). Senadores bolsonaristas utilizaram correntes e cadeados para se prenderem à mesa da presidência da Casa Alta, em ato simbólico contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A manifestação foi liderada pelos senadores Magno Malta (PL-ES) e Jorge Seif (PL-SC), que foram acompanhados por outros parlamentares alinhados à base bolsonarista. Os manifestantes se acorrentaram durante sessão, empunhando cartazes e entoando palavras de ordem em defesa de Bolsonaro e contra o que chamam de “perseguição política”.
A ocupação da mesa da presidência só acabará, segundo os bolsonaristas, se o chamado “pacote da paz” for pautado na Câmara e no Senado. Entre as demandas estão:
anistia ampla, geral e irrestrita para todos os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, incluindo o próprio Jair Bolsonaro, em trâmite na Câmara;
impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, cujos pedidos tramitam no Senado;
fim do foro privilegiado, com mudanças no regimento que fariam com que processos como o de Bolsonaro fossem transferidos do STF para a primeira instância.
Os bolsonaristas prometem não permitir o início das sessões legislativas nem a tramitação de outras pautas enquanto essas reivindicações não forem atendidas.
Os presidentes das duas Casas, Davi Alcolumbre (União-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB), condenaram as ocupações e disseram que a resolução da crise no Congresso ocorrerá com base no diálogo.
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