TV de Collor vence Globo no STJ e consegue manter contrato com emissora até 2028
A decisão tem efeito imediato e não cabe recurso
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) não atendeu a um pedido da Globo e manteve o contrato de afiliação da TV Gazeta, de Alagoas, sua parceira no estado desde 1975. A emissora nordestina é do ex-presidente Fernando Collor. A decisão tem efeito imediato e não cabe recurso.
O caso foi julgado nesta terça-feira (19) no STJ (Superior Tribunal de Justiça). A Globo levou a situação para Brasília após perder em duas instâncias no TJ-AL (Tribunal de Justiça de Alagoas) e teve outra derrota.
Houve defesa em plenário. O caso teve como relator o ministro Ricardo Villas Boas. O MPF (Ministério Público Federal) pediu ao STJ que obrigasse a Globo a renovar o contrato até 2028.
"São 50 anos de parceria. É um caso excepcional. Durante toda a sua história, não houve nenhuma queixa ou observação contra a TV Gazeta. Investiu R$ 30 milhões em renovação de equipamentos. Emprega atualmente 400 funcionários. O contrato representa 100% do faturamento da TV Gazeta. Se perdemos, vamos fechar", afirmou Carlos Rodrigues de Matos, defensor da TV Gazeta.
"O principal executivo da TV Gazeta foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O ex-presidente Fernando Collor usou a TV Gazeta para fazer corrupção. Não é uma condenação qualquer. Ofende à Globo e qualquer regra de livre associação. Quem está sendo preservada não é a empresa, e sim seus os sócios", afirmou o advogado Marcelo Ferreira, representante da Globo na corte, em Brasília.
Em seu voto, o ministro Villas Bôas concordou com os argumentos da Globo e afirmou que, sem o contrato, a empresa de Collor tem condições de cumprir seus acordos com credores.
"O contrato em questão não é uma rescisão unilateral por causa do contexto de crise. Houve um acordo entre ambas as partes para se chegar o termo final e se teve a opção de não renovar em seguida. Não faz sentido dizer que a TV Gazeta iria ter faturamento zero se deixasse a Globo", disse o ministro Villas Bôas.
Já o ministro Humberto Martins apresentou voto divergente e defendeu a continuidade do acordo da TV Gazeta. "Foram cinco anos de contrato determinados. Faltam apenas três anos. Se a empresa não conseguir sair da recuperação judicial, ela entrará em falência, independente se a Globo estiver ou não. O que não podemos é em ajudar uma empresa a entrar em falência", disse.
Os outros ministros decidiram seguir a opinião do voto divergente do ministro Martins, ao reconhecer que a TV Gazeta necessita continuar. O placar final foi 3 a 2 a favor do pedido da TV Gazeta.
Últimas notícias
Mega-sena acumula e prêmio principal vai para R$ 130 milhões
STJ suspende afastamento do secretário de Saúde de Alagoas, Gustavo Pontes
[Vídeo] PF mira fraudes milionárias com mortes suspeitas de moradores de rua em AL
Polícia flagra homem com cocaína no município de Palmeira dos Índios
Integrante de torcida organizada do CRB briga com policiais e é preso com drogas
[Vídeo] Homem que atirou contra clientes de bar em Ouro Branco é preso em ação da Polícia Civil
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
