PL de Cibele Moura exige consulta antes da aprovação automática em escolas estaduais
Progressão parcial significa, na prática, a aprovação automática dos alunos, de uma série para outra, independente das notas obtidas
A deputada estadual Cibele Moura protocolou, nesta quarta-feira (20), um Projeto de Lei que impede que a progressão parcial seja implantada de forma automática ou imposta nas escolas da rede pública de ensino de Alagoas, sejam elas regulares, cívico-militares ou militares. Na prática, a progressão parcial significa a aprovação automática dos alunos, de uma série para outra, independente das notas obtidas.
O projeto prevê que a adoção ou alteração de regimes de progressão escolar em unidades escolares deve depender da deliberação favorável do Conselho Escolar, precedida de consulta à comunidade escolar, com divulgação prévia e ampla dos termos propostos. Ou seja, sem a deliberação favorável do Conselho, a progressão escolar não poderá ser implantada na unidade.
A adoção de progressão escolar deverá constar expressamente do Projeto Político-Pedagógico (PPP) e do Regimento Escolar, com definição de critérios pedagógicos, fluxo de decisão (incluído o Conselho de Classe), planos individuais de estudos quando aplicáveis, prazos e formas de avaliação de superação.
Cibele pontuou que a iniciativa responde a um conflito concreto no sistema estadual, em especial à intenção de implantar progressão no Colégio Tiradentes da Polícia Militar do Estado de Alagoas, apesar do desacordo público de pais e responsáveis.
A deputada aponta que a comunidade do Colégio Tiradentes credita o desempenho acadêmico de excelência, inclusive em avaliações como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a um arranjo pedagógico próprio, baseado em rigor acadêmico, rotinas de estudo, avaliações periódicas, recuperação e prova final, além de acompanhamento próximo da aprendizagem.
“Na percepção das famílias, a introdução da progressão parcial, que permite a promoção de séries com pendências, desalinha esse arranjo, fragiliza o compromisso com a recomposição efetiva das aprendizagens e pode reduzir a qualidade do ensino que diferencia a escola. Trata-se de um debate pedagógico e comunitário legítimo que deve ser processado pelas instâncias de gestão democrática previstas em lei, e não decidido de forma unilateral”, afirmou a parlamentar.
Do ponto de vista pedagógico, Cibele reforça que a progressão é um instrumento legítimo, sobretudo em contextos de recomposição de aprendizagens, mas sua adoção sem aval da comunidade e sem estratégias como plano individual de estudos, carga horária de reforço, metas e avaliação de saída tende a burocratizar a resposta educacional e a desvinculá-la do projeto pedagógico que efetivamente funciona na unidade.
“O caso do Colégio Tiradentes evidencia que a educação se constrói com a comunidade escolar. Quando pais, estudantes e profissionais percebem risco de descaracterização do projeto que gera bons resultados, cabe ao poder público escutar, dialogar e deliberar institucionalmente”, reforçou.
Últimas notícias
Casa do Autista celebra chegada de outubro com ação de prevenção ao câncer de mama
Prefeitura de Maceió oferece curso gratuito de auxiliar de cozinha
Zema declara apoio a Flávio no segundo turno: 'não vou me omitir nem ficar em cima do muro'
Michel Temer declara apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno
Prazo para sacar dinheiro das bets termina nesta segunda-feira (5)
Cerca de 100 estudantes da rede municipal vivenciam dia de lazer em parque aquático
Vídeos e noticias mais lidas
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
[Vídeo] Chuvas abrem cratera e motoristas correm riscos na AL-101 Norte
Confira o que abre e fecha em Alagoas no feriado desta quarta-feira (16)
Severino Pessoa anuncia a liberação de R$ 2,8 milhões para a saúde de Batalha
