Rafael Brito defende punição exemplar a todos os envolvidos no esquema do INSS
Deputado alagoano reforçou que a proposta da investigação é defender o povo brasileiro da maior indústria de fraudes já vista no país
O deputado federal por Alagoas, Rafael Brito (MDB), participou nesta terça-feira (26), da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, onde apresentou requerimentos sugerindo a convocação de todos os ex-ministros da Previdência Social, no período determinado pela comissão. Na oportunidade, Brito anunciou que apresentou requerimento para convocação do ex-ministro da economia, Paulo Guedes, que também respondia pela pasta da previdência social no período de 2019 a 2021, e do ex-ministro Onyx Lorenzoni, que ocupou a pasta da previdência social de 2021 a 2022, quando foi recriado o ministério no governo Bolsonaro.
O deputado do MDB, membro titular da CPMI, assegurou que já protocolou o pedido para que todos os ex-ministros sejam ouvidos independente do marco temporal definido pela comissão. “O que o Brasil todo quer saber é quando, de fato, esse esquema começou e quem são os envolvidos. Vou trabalhar para responsabilizar todas as pessoas que se beneficiaram roubando o dinheiro dos contribuintes brasileiros independente de ideologia política”, assegurou Rafael Brito.
O deputado alagoano recebeu o apoio de diversos parlamentares ao anunciar a convocação dos ex-ministros, visto que os nomes não constavam no documento lido pelo relator da comissão de investigação, deputado também alagoano, Alfredo Gaspar (União).
Além dos órgãos ligados ao Governo Federal, a comissão deve convocar todas as instituições responsáveis pelos desvios de recursos, como sindicatos, associações e instituições financeiras. As vítimas do esquema eram aposentadas e pensionistas. “Já temos diversos relatos de alagoanos que foram vítimas desse golpe. Uma verdadeira indústria de fraudes. É importante que tenhamos requerimentos pautados contemplando todos os envolvidos”, reforçou Brito.
O relator da CPMI propôs ampliar as investigações para o período de 2015 a 2025. A estimativa da Polícia Federal é que cerca de R$ 6,3 bilhões foram roubados de aproximadamente 10 milhões de brasileiros em cinco anos.
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