Alfredo Gaspar denuncia: INSS sabia de descontos ilegais em 97,6% dos casos e nada fez
O deputado alagoano também apontou que a CPMI está diante de uma fraude histórica
O deputado federal Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS, alertou nesta quinta-feira (4) para a gravidade das fraudes envolvendo entidades que atuam junto ao Instituto Nacional do Seguro Social. Segundo ele, apenas entre 2016 e 2024, mais de R$ 3,6 bilhões foram retirados de aposentados e pensionistas sem autorização, podendo o desvio ultrapassar R$ 6 bilhões. O mais alarmante é que a presidência do INSS tinha conhecimento de que 97,6% dos associados não haviam autorizado tais cobranças.
“O órgão tinha conhecimento de que quase 100% dos beneficiários não autorizaram os descontos, mas, mesmo assim, manteve os acordos. Estamos diante de um caso muito grave. Só de 2016 até hoje, bilhões de reais foram desviados do povo sofrido e trabalhador. E o número de presos por esse esquema? Zero”, afirmou Alfredo Gaspar.
O deputado alagoano também apontou que a CPMI está diante de uma fraude histórica.
“Olha só que gravidade. O procurador-geral do INSS disse assim: ‘como já está roubando há 30 anos, deixa mais’. Então foi isso que a CGU disse em seu relatório, quando o ACT de associações como a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) foi renovado pelo INSS em 2024”, explicou.
Alfredo Gaspar reforçou que, mesmo diante da comprovação das irregularidades, nada foi feito. “Mesmo sabendo que 97,6% dos beneficiários relataram não ter autorizado os descontos de mensalidade, o INSS ignorou. Eu quero chamar a atenção para isso: quase 100% dos associados disseram que não autorizaram descontos, mas, mesmo assim, tudo foi desconsiderado”, apontou. “Essa entidade (Contag), que tem a primazia desde 1994 até hoje, continua descontando dos associados. Ela é a mais antiga das 40 entidades, conhecida como a ‘mãe do acordo’. Agora, os senhores imaginem as outras entidades, muitas delas de ponta de rua. Então assim, não temos dúvida nenhuma de que estamos diante de um caso muito grave”.
As falas do deputado Alfredo Gaspar foram feitas durante sessão, com o depoimento da diretora de Auditoria de Previdência da Controladoria-Geral da União (CGU), Eliane Viegas Mota.
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