MPAL e Procon fiscalizam supermercados por sabão em pó falsificado
Ação conjunta verificou possíveis irregularidades em produtos da marca OMO em três estabelecimentos da Serraria, em Maceió
No Brasil já foram constatadas inúmeras adulterações na marca OMO, de sabão em pó. Em Maceió, após o recebimento de denúncia recepcionada pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, em parceria com o Procon/Maceió, desencadeou, na manhã desta segunda-feira (13), uma fiscalização que aconteceu em três grandes supermercados localizados no bairro da Serraria. As inspeções foram coordenadas pelo promotor de Justiça de Defesa do Consumidor, Max martins, e pela diretora executiva do Procon Cecília Wanderley.
O objetivo das equipes envolvidas na fiscalização era observar, pontualmente, se nas embalagens do produto havia alguma característica que comprovasse imitação da embalagem original,
“Recebemos a denúncia, repassamos ao Procon, e decidimos visitar os estabelecimentos para nos certificarmos se havia, ou não, alguma irregularidade nos produtos expostos, nesse caso, exclusivamente, de uma única marca de sabão em pó, que foi a mencionada pelos consumidores que suspeitaram de falsificação. Olhamos as mercadorias, fizemos as nossas anotações, pedimos as notas das referidas compras e vamos aguardar. Os órgãos fiscalizadores, quando desencadeiam uma operação, estão não somente cumprindo seus papéis, mas defendendo os direitos de cada cidadão que paga imposto por tudo e merece ser respeitado”, destaca o promotor.
Neste ano, no estado de Minas Gerais, foi desencadeada a Operação Sabão Encardido que chegou a apreender mais de 55 toneladas de produtos falsificados, da mencionada marca de sabão. Em São Paulo, em 2024, a polícia apreendeu cerca de 30 toneladas do mesmo produto; no mesmo ano, no Rio de Janeiro, foram retiradas de circulação outras 18 toneladas .
“E é possível, sim, que em nosso estado também possa acontecer, afinal, as fábricas clandestinas costumam distribuir seus produtos para várias localidades, atraindo grande clientela com suas produções ilícitas, sem o menor constrangimento de lesar o consumidor. Havendo a denúncia, temos a obrigação de adotar as medidas cabíveis”, conclui Max Martins.
Durante a fiscalização, algumas caixas do produto foram descartadas porque estavam violadas.
Falsificação
E como o consumidor pode comparar as embalagens e notar que o produto é falsificado? Alguns pontos primordiais como verificar se o acabamento é bem-feito, observar se as datas de fabricação e de validade, além do lote, são gravados a laser.
O consumidor deve ficar atento, também, na qualidade da cor, do brilho e da impressão, pois o fabricante adota padrão rigoroso para bem apresentar sua marca. O Omo original é bem perfumado, enquanto o falsificado tem pouco odor. Esse pode ser um ponto principal.
É bom o consumidor ficar alerta em relação à consistência do sabão, o Omo original é mais azul e solto, já o falsificado é mais claro e empedrado. O original espuma e o outro não espuma; Nas caixas originais, o código de barras é completo e, geralmente, no outro é cortado; quando o produto é original, a descrição é nítida, já no produto comercializado ilicitamente quase não é possível ler as informações.
Caso você note alguma anormalidade nesse produto, mantenha contato com a Ouvidoria do Ministério Público de Alagoas pelo App Ouvidoria, ou pelo e-mail [email protected]
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