De cidade-dormitório a refúgio pós-Braskem: Satuba lidera o êxodo diário de trabalhadores no Brasil
O crescimento de Satuba reflete um fenômeno mais amplo: a reconfiguração urbana da Grande Maceió
O município de Satuba, localizado na Região Metropolitana de Maceió, se tornou destaque nacional ao aparecer no Censo 2022 como a cidade brasileira com maior êxodo diário de trabalhadores. Segundo dados divulgados pelo Nexo Jornal, 66,1% da população economicamente ativa do município se desloca todos os dias para trabalhar em outro município, principalmente na capital alagoana.
Com cerca de 24 mil habitantes, Satuba tem 16 mil moradores que trabalham em Maceió, o que reforça sua característica de cidade-dormitório, fortemente dependente da economia da capital.
Crescimento populacional impulsionado pela crise da Braskem
Enquanto Maceió perdeu cerca de 61 mil habitantes, passando de 1,018 milhão para 957 mil, cidades vizinhas como Rio Largo, Marechal Deodoro e Satuba apresentaram crescimento expressivo. Somente Satuba teve um aumento de 11 mil moradores em relação ao último Censo.
Além da busca por custo de vida mais acessível e melhor qualidade de moradia, o crescimento populacional também foi impulsionado pela crise do afundamento do solo causado pela Braskem, que desalojou milhares de famílias de bairros como Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto. Muitas dessas pessoas encontraram em Satuba um novo lar e oportunidade de recomeço.
Trabalho em Maceió e novos desafios urbanos
O deslocamento diário de trabalhadores para a capital gera impacto direto no trânsito e na infraestrutura de mobilidade. Satuba, que antes era uma cidade essencialmente residencial, passa agora por um processo de transformação urbana e econômica.
Com o aumento populacional e a intensa movimentação diária, surgem também novos desafios, como a necessidade de ampliação do transporte público, melhoria das vias de acesso e expansão dos serviços básicos.
Nova dinâmica metropolitana
O crescimento de Satuba reflete um fenômeno mais amplo: a reconfiguração urbana da Grande Maceió. A combinação entre a crise geológica da Braskem, o aumento do custo de vida na capital e o avanço habitacional nos municípios vizinhos vem redesenhando o mapa populacional da região.
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