IML libera corpo de piloto australiano morto em queda de avião com drogas em Coruripe
Timothy James Clark era envolvido com o Cartel irlandês Kinahan, uma das organizações criminosas mais influentes do mundo
O Instituto de Medicina Legal (IML) Estácio de Lima, em Maceió, informou na manhã desta terça-feira (28) que o corpo do piloto australiano Timothy James Clark, de 64 anos, foi liberado, no último sábado (25) por um representante legal devidamente autorizado pela família, com a finalidade de proceder ao translado para a Austrália.
A aeronave que ele pilotava caiu uma área de vegetação no município de Coruripe, em Alagoas, no dia 14 de setembro deste ano e ele morreu na hora. Após o acidente, o corpo do australiano só foi oficialmente identificado pelo Instituto de Médico Legal de Alagoas (IML) na última sexta-feira (24).
Segundo informações do jornal The Age, o piloto já havia realizado diversas viagens à América do Sul, África e Austrália, transportando grandes cargas de cocaína. Autoridades sul-africanas calculam que ele tenha feito até 30 voos transatlânticos, e em cada um deles movimentando milhões de dólares.
Timothy possuía vínculos diretos com o cartel irlandês Kinahan, uma das organizações criminosas mais influentes do mundo, e teria faturado aproximadamente R$ 120 milhões em operações de tráfico internacional de entorpecentes.
Além de traficante internacional, Clark era diretor e secretário de empresas de investimento na Austrália e na Ásia como a Stock Assist Group Pty Ltd e a Bluenergy Asia Pty Ltd, usadas, de acordo com a polícia, para lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal (PF) continua investigando o caso como tráfico internacional de drogas, e busca determinar a origem e o destino da carga, já que não havia plano de voo registrado junto às autoridades brasileiras.
Nota Oficial
O Instituto de Medicina Legal Estácio de Lima informa que, na tarde do dia 25 de outubro, foi realizada a liberação do corpo do piloto australiano Timothy James Clark, de 46 anos, após a conclusão dos procedimentos legais pertinentes.
A retirada do corpo foi efetuada por um representante legal devidamente autorizado pela família, com a finalidade de proceder ao translado para o país de origem do falecido.
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