Cresce a violência e Leonardo Dias compara Maceió ao Rio: “Risco real”
Leonardo também responsabilizou o governo federal por decisões que, em sua visão, fragilizam o combate ao crime
O vereador Leonardo Dias (PL) debateu o aumento da criminalidade em Alagoas durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Maceió (CMM), nesta quarta-feira (29).
Dias fez um alerta contundente sobre o risco de o estado seguir o mesmo caminho de descontrole e violência que hoje assola o Rio de Janeiro, após repercutir a megaoperação policial contra o Comando Vermelho (CV).
Para Leonardo, as imagens de guerra vindas do Rio refletem o que pode acontecer em Alagoas caso o governo estadual continue ignorando os sinais de avanço das facções e da criminalidade.
“O Rio de Janeiro de hoje pode ser a Alagoas daqui a alguns anos. Paulo Dantas pode ser o novo Leonel Brizola, pois estamos vendo, dia após dia, a criminalidade aumentar. As pessoas já não conseguem transitar livremente entre determinadas regiões, e pouco se vê de ações efetivas para conter o armamento que está chegando ao nosso estado”, afirmou.
O vereador criticou duramente a atuação da Secretaria de Segurança Pública (SSP), que, segundo ele, prefere “fazer propaganda de que está tudo bem”, enquanto a violência avança sobre a capital e outras regiões do estado.
“Maceió está cada vez mais parecida com as capitais dominadas pelo tráfico. Ontem mesmo, um jovem foi baleado nas costas na Praia da Pajuçara. Quantas vezes, neste ano, vimos assassinatos no cartão-postal da cidade? E isso sem falar nos bairros onde o crime já se tornou rotina”, destacou.
Em tom irônico, o parlamentar mencionou a inauguração da roda-gigante da Pajuçara como símbolo de uma Maceió que tenta parecer pacífica, mas convive com o medo. “Espero que as pessoas subam para apreciar a vista, e não para ver cadáveres na praia. A responsabilidade é da SSP, que assiste à escalada da violência sem agir de forma efetiva”, disse.
Dias prosseguiu seu pronunciamento fazendo um paralelo entre o descaso das autoridades fluminenses no passado e o que considera omissão do governo alagoano no presente. Ele recordou que, nos anos 1980, Leonel Brizola impediu incursões policiais nas favelas do Rio, o que fortaleceu o crime organizado — erro que, segundo o vereador, está se repetindo sob novas formas.
“É a mesma ideologia que destruiu o Rio de Janeiro e agora ameaça Alagoas. O Estado cruza os braços enquanto o tráfico cresce. O governo prefere negar o problema a enfrentá-lo, e isso pode custar caro à nossa população”, alertou.
Por fim, Leonardo também responsabilizou o governo federal por decisões que, em sua visão, fragilizam o combate ao crime.
“Em maio deste ano, o Brasil se recusou a classificar o PCC e o CV como organizações terroristas. E o presidente ainda teve a coragem de dizer que traficantes são vítimas dos usuários. É esse tipo de discurso que alimenta o caos e desmoraliza quem tenta combater o crime”, criticou.
“Traficante não é vítima. Vítima é o cidadão que vive refém da violência. E, se nada for feito, Alagoas estará condenada ao mesmo caos que hoje assusta o Brasil inteiro”, concluiu.
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