Justiça decreta medidas protetivas de urgência a criança autista agredida em clínica de Maceió
As medidas protetivas de urgência requeridas visam o resguardo da integridade física da criança que ficou emocionalmente abalada e desencadeou processo de pesadelos e regressão no aprendizado
Um caso de agressão a uma criança diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ocorrido em uma clínica de Maceió, levou o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) a adotar providências imediatas nessa segunda-feira (3). A vítima, que possui sete anos, teria sido agredida pela terapeuta responsável por seu atendimento. Com isso, o MPAL, através da 60ª Promotoria de Justiça da Capital, ajuizou ação cautelar para oitiva da criança através de depoimento especial, conforme os parâmetros da Lei nº 13.431/2017.
O promotor de Justiça João de Sá Bomfim Filho explica todas as iniciativas que o MPAL colocou como prioridade. “Recebi a informação desse caso por meio do presidente da OAB, na sexta-feira à tarde. Imediatamente entramos em contato com a Delegada e estamos acompanhando o caso de perto. Nessa segunda, foi solicitada a realização de depoimento especial, em respeito a Lei 13.431/2017, além do pedido de medidas protetivas e cautelares diversas da prisão. A decisão saiu hoje”, afirma o promotor.
As medidas protetivas de urgência requeridas visam o resguardo da integridade física da criança que ficou emocionalmente abalada e desencadeou processo de pesadelos e regressão no aprendizado.
O Poder Judiciário acolheu os pedidos formulados, determinando, neste momento, a adoção das medidas consideradas necessárias para garantir a proteção da vítima e para o regular andamento das investigações.
Como órgão fiscalizador, o Ministério Público de Alagoas seguirá vigilante em relação ao desfecho do caso, adotando todas as providências legais cabíveis que culminem na defesa dos direitos da criança bem como na responsabilização dos eventuais envolvidos.
“Em casos de violência contra crianças ou adolescentes, é fundamental que as autoridades sejam avisadas imediatamente. Qualquer pessoa que presencie ou suspeite de uma agressão tem o dever de comunicar o fato ao Conselho Tutelar, à polícia ou ao Ministério Público. Proteger a infância é uma responsabilidade de todos nós e quando a denúncia é feita, as instituições podem agir rapidamente para garantir a segurança da vítima e responsabilizar os autores”, conclui o membro ministerial.
Últimas notícias
Filho é preso suspeito de agredir pai de 97 anos e incendiar casa no Sertão de Alagoas
Adolescente morre após ataque de tubarão na praia Del Chifre em Olinda
Caio Bebeto questiona Oruam após crítica à onda de assaltos no Rio: “Qual a moral que você tem?”
Com adesivo conjunto, Leonardo Dias reafirma apoio a Flavio Bolsonaro para presidência
Prefeitura de Maceió paga salário de janeiro nesta sexta-feira (30)
Cabo Bebeto cobra medidas urgentes para reduzir acidentes em estrada de acesso a Coité do Nóia
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Corpo encontrado no Bosque das Arapiracas apresentava sinais de violência
Após bebedeira, dois homens se desentendem e trocam tiros em Traipu
Luciano Barbosa irá assinar ordem de serviço para o início das obras na Avenida Pio XII
