Lira reage à violência e cobra leis mais duras: “Fuzil não é rotina”
Para Lira, esses instrumentos não representam apenas um aumento punitivo, mas uma forma de restabelecer o monopólio da força legítima e devolver dignidade às regiõe
O deputado federal Arthur Lira (PP-AL) reafirmou, nesta terça-feira (11/11/2025), a urgência de avançar no PL 5.582/2025, conhecido como PL Antifacção, destacando que o Brasil precisa enfrentar com rigor o domínio territorial exercido por facções criminosas. Para Lira, é inaceitável que a lei trate com normalidade situações em que criminosos circulam com armamentos de alto calibre. Ele foi enfático ao afirmar que “não é normal o cidadão portar um fuzil e não ter tratamento desigual por algum capítulo da lei”, citando a necessidade de proteger a população e impedir a proliferação de territórios onde o Estado não exerce plena autoridade.
Em suas declarações, Lira chamou atenção para o fato de que comunidades inteiras vivem sob um regime paralelo comandado por grupos armados. Ele criticou a lógica pela qual discussões corporativas entre órgãos de segurança acabam desviando o foco do que realmente importa: devolver tranquilidade às pessoas. “Corporativamente, agora a gente não está preocupado com atribuições de categorias, mas com a segurança do povo, com o clima de insegurança na favela”, destacou, defendendo que a prioridade do Congresso deve ser o cidadão.
O deputado também afirmou já ter solicitado ao presidente da Câmara que dê celeridade ao projeto, reforçando que segurança pública não pode ser tratada como pauta partidária. Segundo ele, o país precisa de instrumentos mais robustos para investigar e punir organizações criminosas que dominam territórios, exploram atividades econômicas, impõem regras locais e utilizam violência sistemática como forma de controle.
O PL 5.582/2025 cria mecanismos específicos para atuação contra facções que controlam áreas urbanas ou rurais e propõe o endurecimento das penas para quem integrar, financiar ou liderar essas organizações — especialmente nos casos em que há uso de armamento pesado, infiltração em estruturas do Estado ou domínio territorial consolidado. A proposta também amplia ferramentas de investigação, como acesso controlado a dados de geolocalização, bloqueio de bens e confisco de patrimônio, permitindo que o Estado avance contra o poder econômico dessas organizações.
Para Lira, esses instrumentos não representam apenas um aumento punitivo, mas uma forma de restabelecer o monopólio da força legítima e devolver dignidade às regiões que hoje convivem com a lógica imposta por grupos criminosos. Ele afirma que o país exige respostas à altura da realidade vivida nas comunidades e que o Congresso tem a responsabilidade de dar andamento a um marco legal que permita combater o crime organizado com mais eficiência.
Lira concluiu reforçando que a população está cansada do clima permanente de insegurança e que o enfrentamento às facções precisa ocorrer sem hesitação. Por isso, defende que o PL seja votado com rapidez, garantindo que o Estado retome o controle de áreas dominadas e estabeleça condições mínimas de paz e segurança para milhões de brasileiros.
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