Teca Nelma destaca cotas em universidades de AL e diz que medidas são frutos da luta dos movimentos sociais
Teca ressaltou que políticas afirmativas são instrumentos constitucionais e essenciais para a democracia
Na quinta-feira (13), a vereadora Teca Nelma (PT) destacou os recentes avanços na ampliação das políticas de cotas em instituições públicas de ensino de Alagoas. Ela comemorou a criação da política de reserva de vagas para pessoas negras, quilombolas e indígenas na Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) e a aprovação por unanimidade da criação de cotas destinadas a pessoas transexuais nos cursos de graduação da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). A parlamentar afirmou que as medidas são frutos de luta dos movimentos estudantis e sociais.
Em sessão da Câmara Municipal, a vereadora afirmou que a decisão da Uncisal representa o reconhecimento de que o racismo estrutural ainda determina o acesso à educação e às oportunidades no país. “A política de cotas não é um privilégio, é uma ferramenta de justiça social. É o reconhecimento de que o acesso à universidade e ao conhecimento precisa ser democratizado para que a sociedade avance com equidade”, destacou.
Teca ressaltou que políticas afirmativas são instrumentos constitucionais e essenciais para a democracia, destacando que experiências em outras universidades mostram que a inclusão amplia a qualidade acadêmica e a inovação científica. Ela lembrou ainda que Maceió já avançou nesse debate com a aprovação, em 2022, da lei de sua autoria que reserva 20% das vagas em concursos públicos municipais para pessoas negras. “Ver agora uma universidade estadual seguir esse caminho é motivo de orgulho. As cotas precisam ser políticas permanentes de Estado, não exceções”, disse.
Na semana passada, a Ufal também aprovou a política de cotas para pessoas trans. O tema chegou a ser debatido na Câmara e recebeu críticas de alguns vereadores. No entanto, para a parlamentar, a medida reforça o papel da universidade pública na promoção da igualdade e no combate às desigualdades estruturais.
“As políticas afirmativas são frutos de luta dos movimentos estudantis e movimentos sociais, um passo histórico pela justiça social. A Ufal se soma a mais de 20 universidades em todo o país que já adotam cotas específicas para pessoas trans. Essa medida não é um privilégio, mas sim uma reparação. É o reconhecimento de que esse grupo enfrenta barreiras estruturais que o afastam da educação, do emprego e da cidadania”, comentou.
Últimas notícias
Estado anuncia nova lista deferida de isenção de taxa na inscrição do concurso da PM
Detran de Alagoas divulga resultado final da prova objetiva e preliminar da discursiva
Vigilância Sanitária interdita pousada em condições insalubres em Cruz das Almas
Roda de conversa aproxima estudantes de Psicologia da prática clínica com pessoas neurodivergentes
Procon Maceió fiscaliza escolas particulares para coibir possíveis irregularidades
Pesca Artesanal: seleção pública vai destinar R$ 120 milhões para projetos de inovação
Vídeos e noticias mais lidas
[Vídeo] Chuvas abrem cratera e motoristas correm riscos na AL-101 Norte
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
Jovem é preso com arma e drogas no bairro do Jacintinho, em Maceió
Após prefeitura repor lâmpada, dono de sucata desafia moradores e arranca braço de poste
