Defensoria Pública cobra medidas após inspeção em três cemitérios de Maceió
Vistoria foi conduzida pelo coordenador do Núcleo, defensor público Othoniel Pinheiro
A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE-AL), por meio do Núcleo de Proteção Coletiva, realizou nesta segunda-feira (17) inspeções em três cemitérios públicos de Maceió. O objetivo foi avaliar a situação estrutural das unidades, verificar a superlotação e acompanhar o andamento de medidas necessárias para garantir um fluxo organizado da chamada “gestão do óbito”, em articulação com o Instituto Médico Legal (IML) e a Autarquia de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana (ALURB).
A vistoria foi conduzida pelo coordenador do Núcleo, defensor público Othoniel Pinheiro, que destacou que a instituição vem atuando para assegurar informações claras à população e procedimentos bem definidos que garantam sepultamentos dignos. Segundo ele, essa atuação envolve tanto o acompanhamento cotidiano dos cemitérios quanto ações estruturais junto ao Município e ao IML.
“A Defensoria trabalha em parceria com o Município para a elaboração de uma legislação específica sobre a gestão dos cemitérios públicos da capital e atua junto ao IML para assegurar a adequada administração de corpos não identificados. Além disso, vamos solicitar o recadastramento das sepulturas”, afirmou o defensor.
Durante a inspeção, a instituição constatou realidades distintas em cada unidade. No Cemitério Divina Pastora, no Rio Novo, a Defensoria avaliou as condições do local após a exumação de mais de 150 corpos pertencentes ao IML, procedimento realizado após determinação judicial obtida em ação da Instituição. Já no Cemitério São Luis, no Santa Amélia, o foco foi o acompanhamento da obra de expansão, que deverá abrir entre 1.600 e 1.800 novos espaços para sepultamento.
No Cemitério São José, no Trapiche, foi identificada a abertura de novas gavetas, mas ainda persistem sepultamentos realizados em corredores, em covas temporárias. Diante desse cenário, a Defensoria informou que irá oficiar o Município para convocar os proprietários de jazigos abandonados, com o objetivo de identificar quais famílias desejam mantê-los e liberar áreas que hoje se encontram inutilizadas.
A DPE-AL acompanha a situação dos cemitérios da capital desde 2024. Em dezembro do ano passado, a Instituição obteve decisão em ação civil pública relacionada ao fechamento do Cemitério Santo Antônio, interditado pelos impactos da Braskem. A decisão determinou a apresentação e o cumprimento de um cronograma de expansão do Cemitério São Luis. A ação também trata de outras medidas, como autorização para uso de cemitérios particulares, transferência de restos mortais e pagamento de indenizações.
A Defensoria segue monitorando as obras e cobrando o cumprimento das determinações para assegurar dignidade às famílias maceioenses.
Veja também
Últimas notícias
Google elege agência alagoana como uma das melhores do Brasil em 2026
Decisão de Dino sobre sigilo de Lulinha coloca investigação da CPMI em risco, diz Gaspar
Bloco de carnaval lotado anima família Cavalcante para sucessão no Passo de Camaragibe
Após Berg e Silvania, forró pode ganhar nova dupla com Adulio Mendes e Kátia Cilene
Subcomandante da PM/AL acusado de agredir a esposa policial é oficialmente transferido
Prefeitura de Pilar realiza programação especial em celebração ao Mês da Mulher
Vídeos e noticias mais lidas
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Subcomandante de unidade da PM de AL é denunciado por agredir a esposa, também policial militar
