Alfredo Gaspar denuncia blindagem a bancos e outros nomes ligados a esquema de consignados na CPMI do INSS
Alfredo Gaspar declarou que todos podem ter preferências políticas, mas que não é admissível ter preferência por bandido
A reunião da CPMI do INSS desta quinta-feira (04) foi marcada por um forte discurso do relator Alfredo Gaspar, que classificou a sessão como um dia de infâmia pela tentativa de blindar bancos e figuras ligadas a denúncias graves de irregularidades no consignado. O deputado alagoano afirmou que há quem esteja protegendo o sistema financeiro e criminosos envolvidos nos golpes contra segurados do INSS em detrimento dos aposentados e pensionistas.
Alfredo Gaspar declarou que todos podem ter preferências políticas, mas que não é admissível ter preferência por bandido. O parlamentar afirmou que a rejeição de requerimentos contra instituições financeiras envolvidas em reclamações recorrentes é uma vergonha. Ele destacou que o Santander, quase campeão em queixas sobre consignados, foi protegido, assim como o PicPay, suspenso pelo próprio INSS por práticas lesivas ao público mais vulnerável, além do C6 e da Crefisa.
“Eu como muitos aqui praticamente temos sim nossas preferências políticas, mas o que nós não podemos ter é preferência por bandido. Isso nós não podemos ter. Chega de impunidade, esse Brasil não aguenta mais” afirmou o relator. “É uma vergonha que a maioria dessa CPMI tenha rejeitado esses requerimentos e esteja protegendo o sistema financeiro. Vergonha. É agora que nós vemos quem está ao lado do povo ou não”, apontou.
O deputado disse esperar que a Polícia Federal não adote esse mesmo comportamento de blindagem e reforçou que lugar de quem rouba aposentado é na cadeia.
Durante o discurso, Alfredo Gaspar citou nomes que, segundo ele, estariam sendo preservados pela comissão. O parlamentar afirmou que Ricardo Bingo recebeu onze milhões de reais de associações de Sergipe investigadas por fraudes e identificou Ricardo Lima como secretário nacional de tecnologia do PT. Ele mencionou ainda Roberta Luchsinger que, segundo o relator, teria trazido o filho do presidente para dentro do problema, além da servidora Daniela Fonteles.
“Vamos dar nome aos bois. Quem quer proteger Roberta Luchsinger? quem é ela? Foi ela quem trouxe Lulinha pra dentro do problema, juntamente com a senhora Daniela Fonteles. Isso é uma vergonha. Quem se quer proteger Edson Lenzi outra vergonha. Nós temos que mostrar quem está mentindo, quem está protegendo. Não importa se é o filho do Presidente da República ou não. Chega de proteção. Portanto pra mim é uma vergonha essa blindagem”, finalizou.
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