Desemprego fica em 5,2% em novembro e renova menor taxa da série histórica
Número de desocupados teve queda de 7,2% contra o trimestre anterior, chegando a 5,6 milhões de pessoas
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,2% no trimestre móvel encerrado em novembro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Essa é a menor taxa de desemprego da série histórica do IBGE, iniciada em 2012. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, encerrado em maio, houve queda de 0,4 ponto percentual na taxa de desocupação, que era de 5,6%. No mesmo trimestre de 2024, a taxa era de 6,1%.
Com os resultados, o número absoluto de desocupados teve queda de 7,2% contra o trimestre anterior, chegando a 5,6 milhões de pessoas. Na comparação anual, o recuo é de 14,9%, o que representa 988 mil pessoas a menos entre os desempregados.
No trimestre encerrado em novembro, também houve alta de 0,6% na população ocupada, estimada em 103 milhões de pessoas. No ano, o aumento foi de 1,1%, com mais 1,1 milhão de pessoas ocupadas.
O percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar — chamado de nível da ocupação — foi estimado em 59%, um recorde da série histórica. O aumento foi de 0,2 p.p. do trimestre anterior. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a alta é estatísticamente estável (58,8%).
Já o número de pessoas dentro da força de trabalho (soma de ocupados e desocupados) ficou em 108,7 milhões. A população fora da força totalizou 66 milhões, estável em relação ao período anterior.
Veja os destaques da pesquisa
- Taxa de desocupação: 5,2%
- População desocupada: 5,6 milhões de pessoas
- População ocupada: 103 milhões
- População fora da força de trabalho: 66 milhões
- População desalentada: 2,6 milhões
- Empregados no setor privado: 53 milhões
- Empregados com carteira assinada: 39,4 milhões
- Empregados sem carteira assinada: 13,6 milhões
- Empregados no setor público: 13,1 milhões
- Trabalhadores por conta própria: 26 milhões
- Trabalhadores informais: 38,8 milhões
- Taxa de informalidade: 37,7%
Rendimento recorde
O rendimento real habitual teve alta de 1,8% frente ao trimestre anterior, e passou a R$ 3.574. Na comparação anual, o crescimento foi de 4,5%.
Já a massa de rendimento real habitual foi estimada em R$ 363,7 bilhões, também um novo recorde. O resultado teve ganho de 2,5% frente ao trimestre anterior, e cresceu 5,8% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado.
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