Trump diz que mulher morta por agente do ICE “causava desordem”
Donald Trump afirma que agente do ICE agiu em legítima defesa e culpa “esquerda radical” após morte durante operação em Mineápolis
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (7) que a mulher morta a tiros durante uma operação do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês), em Mineápolis, Minnesota, agiu de forma “desordenada, obstrutiva e resistente”, e que o agente envolvido no caso teria disparado em legítima defesa.
A declaração foi publicada por Trump na rede Truth Social, após a circulação de vídeos que mostram o momento em que a mulher, dentro de um veículo utilitário esportivo (SUV), é abordada por agentes federais e acaba baleada ao tentar deixar o local.
“Acabei de ver o o vídeo do evento que aconteceu em Minneapolis, Minnesota. É uma coisa horrível de assistir”, escreveu o presidente.
Segundo Trump, a mulher que gritava no vídeo seria “uma agitadora profissional”, enquanto a motorista teria atropelado “violentamente, intencionalmente e cruelmente” um agente do ICE.
Entenda o caso
O Departamento de Segurança Interna (DHS) informou que a mulher morreu após tentar atropelar agentes federais durante a operação.
Segundo o órgão, os disparos foram feitos na região da cabeça.
“Um agente do ICE, temendo por sua vida, pela vida de seus colegas policiais e pela segurança pública, disparou tiros em legítima defesa”, afirmou o DHS em comunicado. “O suposto agressor foi atingido e faleceu.”
A identidade da mulher ainda não foi oficialmente divulgada.
“Legítima defesa”
Trump afirmou ainda que o oficial atingido “parece ter atirado nela em legítima defesa” e que o agente está internado, em recuperação.
“A situação está sendo estudada em sua totalidade”, disse, antes de atribuir o episódio ao que chamou de ataques da “Esquerda Radical” contra policiais e agentes de imigração.
Imagens e contestação
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram agentes tentando abrir a porta do veículo antes de a motorista acelerar. Após ser baleada, a mulher perde o controle do carro e colide contra um poste.
A versão apresentada pelas autoridades federais, no entanto, é contestada por lideranças locais. O prefeito de Mineápolis, Jacob Frey, classificou a justificativa do governo federal como falsa.
“A alegação de que isso foi legítima defesa é uma grande mentira”, afirmou Frey. “Eles estão semeando o caos em nossas ruas e, neste caso, literalmente matando pessoas.”
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