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Injeção letal: veja cronologia dos assassinos de pacientes em hospital no DF

Mortes de pacientes ocorreram em um intervalo de aproximadamente duas semanas; três técnicos de enfermagem foram presos

Por CNN 20/01/2026 09h09
Injeção letal: veja cronologia dos  assassinos de pacientes em hospital no DF
Imagens da entrada do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF) - Foto: CNN Brasil

Três técnicos de enfermagem foram presos suspeitos de assassinar pelo menos três pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal, entre novembro e dezembro de 2025.

De acordo com as investigações, as mortes ocorreram em um intervalo de aproximadamente duas semanas. As vítimas identificadas foram João Clemente Pereira, de 63 anos, Miranilde Pereira da Silva, de 75, e Marcos Moreira, de 33 anos.

Conforme a investigação policial, em 17 de novembro ocorreram as aplicações de duas injeções letais, aplicadas pelo mesmo técnico. As vítimas, Miranilde Pereira da Silva e João Clemente Pereira, tiveram os óbitos declarados dois dias depois.

No dia 1º de dezembro, a terceira morte foi registrada. De acordo com a Polícia Civil, a aplicação letal em Marcos Moreira teria ocorrido no mesmo dia.

Cronologia da investigação e prisões

Após os eventos atípicos na UTI, o processo de descoberta, investigações e prisões ocorreram sequencialmente.

Após as mortes, o hospital identificou pioras súbitas e repetidas em pacientes com quadros clínicos de gravidades diferentes.

Diante disso, a instituição instaurou um comitê interno de análise por iniciativa própria, conduzindo uma investigação que durou menos de 20 dias e resultou na identificação das evidências contra os técnicos.

-11 de janeiro: A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a Operação Anúbis. Nesta primeira fase, duas pessoas foram presas temporariamente e foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas (GO).
-15 de janeiro: Ocorreu a segunda fase da operação, com o cumprimento do mandado de prisão temporária da terceira investigada e a apreensão de dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia, no Distrito Federal.

A Polícia Civil informou que a investigação continua em andamento e apura, entre outras coisas, a existência de outras possíveis vítimas.