Ceci reforça necessidade de leis duras diante do recorde de feminicídios no Brasil
Prefeita destaca que os números não podem ser tratados como estatística fria
A prefeita de Atalaia, Ceci (MDB), se posicionou, nesta quarta-feira (21), por meio de suas redes sociais, diante do recorde de feminicídios registrado no Brasil em 2025, reforçando um discurso firme, indignado e consciente contra a violência à mulher.
Dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública apontam que 1.470 mulheres foram assassinadas no país em 2025 pelo simples fato de serem mulheres, o maior número desde a criação da tipificação do feminicídio, em 2015. O levantamento revela uma média de quatro mulheres mortas por dia, evidenciando o agravamento da violência de gênero no Brasil.
Em seu posicionamento, a prefeita destacou que os números não podem ser tratados como estatística fria. “Quatro mulheres assassinadas por dia não é número. É tragédia. É o Brasil falhando com as mulheres”, afirmou.
Ceci também chamou atenção para o crescimento alarmante dos casos ao longo da última década. Segundo os dados nacionais, mais de 13 mil mulheres foram assassinadas nos últimos dez anos, o que representa um aumento superior a 300% desde a criação do crime de feminicídio.
Ao trazer o debate para a realidade local, a prefeita ressaltou que Alagoas registrou 29 vítimas de feminicídio apenas em 2025, reforçando que a violência contra a mulher não é um problema distante, mas uma realidade que exige resposta imediata. “Essas mulheres tinham nome, tinham família, tinham rotina, tinham planos. Foram mortas no meio da própria vida”, destacou.
No vídeo publicado, Ceci reforçou que a violência contra a mulher não começa no ato extremo, mas em comportamentos cotidianos muitas vezes relativizados. “Começa no controle, no ciúme, no desrespeito, no silêncio, no ‘deixa pra lá’. Quando a sociedade relativiza, ela autoriza, normaliza e mata junto”, pontuou.
A prefeita também destacou que o enfrentamento ao feminicídio exige medidas concretas, indo além de discursos ou indignação momentânea. “Isso não se resolve apenas com palavras. Se resolve com leis duras, proteção real e responsabilização. Quem agride não pode seguir impune. Quem mata precisa pagar com a lei. E quem se omite também precisa responder”, afirmou.
Encerrando o posicionamento, Ceci reforçou o compromisso de seguir dando visibilidade ao tema e defendendo políticas públicas efetivas de proteção às mulheres. “Feminicídio não é destino, é crime, e não pode ser tratado como rotina”, concluiu.
O posicionamento da prefeita reafirma a linha firme da gestão municipal de Atalaia no enfrentamento à violência contra a mulher, com foco na defesa da vida, da dignidade e do direito das mulheres a viverem sem medo.
Últimas notícias
[Vídeo] Lula sobre ir a debates: 'Não vou dar colher de chá a quem não merece'
Francisco Sales critica uso do Canal do Sertão e cobra irrigação no interior
Câmara Municipal homenageia legado de Aloísio Chulapa por sua trajetória no futebol
Homicídio em Maceió: jovem é morto a tiros em via pública no bairro da Jatiúca
Motociclista fica gravemente ferido após se envolver em colisão na rodovia AL-110 em Arapiraca
Homem é agredido por mulher após discussão no distrito Pindorama em Coruripe
Vídeos e noticias mais lidas
MP sugere caminhões frigoríficos para armazenar corpos de vítimas da Covid-19
Nova lei reorganiza efetivo da PM de Alagoas; entenda o que muda
PM da Rotam é encontrado morto em apartamento na Pajuçara, em Maceió
Homem é morto a pedradas e pauladas no Benedito Bentes, em Maceió
