Vídeo de pastor admitindo ‘surra’ no filho de 10 anos viraliza; veja
Pastor contou ter usado uma vara para agredir o filho e causou polêmica nas redes sociais
Um vídeo que começou a circular nas redes sociais no último sábado (24) colocou no centro de uma polêmica o pastor Edson Cursino, da Assembleia de Deus Ministério de Taubaté, após ele relatar, durante um culto, que agrediu o próprio filho, de 10 anos, como forma de disciplina.
Nas imagens, gravadas durante a pregação, o líder religioso descreve episódios de punição física aplicados à criança e afirma que o medo é parte do método que utiliza para educar o filho caçula. Em um dos trechos, o pastor conta que usou uma vara para bater e que o menino tentou reduzir a dor vestindo várias calças ao mesmo tempo.
O relato ganha contornos ainda mais graves quando Edson Cursino menciona uma orientação recebida pelo filho na escola. Segundo o pastor, a criança disse que acionaria a polícia caso voltasse a ser agredida, recomendação que teria partido de uma professora. A reação, narrada pelo próprio religioso diante dos fiéis, foi a aplicação de um novo castigo físico, com o objetivo de “gerar temor”.
Lei Menino Bernardo
As declarações repercutiram negativamente e levantaram questionamentos sobre possíveis violações à Lei Menino Bernardo (Lei nº 13.010/2014), que proíbe o uso de castigos físicos ou tratamento cruel e degradante contra crianças e adolescentes.
A divulgação do vídeo provocou polêmica nas redes sociais. Enquanto parte do público criticou a atitude do pastor, apontando violência e abuso, outros usuários defenderam o discurso adotado por ele.
“Se isso fosse feito com um adulto, seria agressão. Por que com uma criança vira correção?”, questionou uma internauta. “Que horror! Eu tenho um filho de 10 anos e não consigo imaginar o que ele teria que fazer de tão grave para que justificasse que eu batesse nele dessa forma”, comentou outra.
“Sinal que seu filho vai ser uma pessoa do bem, esses que não são corrigidos viram a cabeça e ficam nesse mundão sofrendo e passando vergonha”, defendeu um internauta.
Até o momento, o pastor não se manifestou sobre a repercussão do caso.
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