EUA: Rubio defende que novo acordo nuclear com a Rússia inclua China
Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio se pronunciou sobre o fim do tratado New START nesta sexta-feira (6/2)
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, se manifestou pela primeira vez, nesta sexta-feira (6/2), sobre o fim do tratado nuclear New START, entre Estados Unidos e Rússia. El afirmou que o acordo estava defasado para o mundo atual e defendeu que um novo entendimento sobre arsenais atômicos deve incluir a China.
“Negociado em um momento diferente para enfrentar um desafio diferente, o Novo START não cumpre mais seu propósito. Nosso desejo de reduzir as ameaças nucleares globais é genuíno, mas não aceitaremos termos que prejudiquem os Estados Unidos nem ignoraremos o descumprimento em busca de um acordo por si só”, destacou Rubio.
O secretário norte-americano destacou que o cenário da geopolítica atual exige uma nova abordagem. “Não o mesmo ‘velho START’, mas algo novo. Um tratado que reflita que os Estados Unidos podem em breve enfrentar não um, mas dois pares nucleares: a Rússia e a China”.
Tratado New START
O acordo previa que Washington e Moscou poderiam ter, no máximo, 1.550 ogivas nucleares estratégicas cada.
Limitava o número de mísseis balísticos e bombardeiros de longo alcance a 700 por país.
Determinava que os dois países façam 18 inspeções um ao outro por ano, para verificar o cumprimento dos limites
Cada país devia fornecer ao outro uma declaração detalhada dos veículos de lançamento estratégico, lançadores e ogivas nucleares implantados.
Rubio ainda critica a Rússia por ter suspendido sua participação no acordo em 2023, e alega que o aumento do arsenal nuclear chinês desde a entrada em vigor do Novo START tornou obsoletos os modelos anteriores de controle de armas.
Ele afirma que o processo para um novo acordo pode levar tempo, destacando que o anterior levou décadas para ser consolidado, e um atual seria ainda mais difícil por incluir três potências, ao invés de duas.
“Postura lamentável”
A Rússia culpou os Estados Unidos pelo fim do acordo, por terem ignorado a proposta russa de extensão do acordo. Nesta sexta, Gennady Gatilov, representante da Rússia junto ao escritório da ONU, disse que a postura dos EUA é “lamentável”.
Sobre a China, a Rússia alega que cabe ao país asiático decidir seu próprio destino, e alega que não tem influência sobre a decisão chinesa.
“Quanto à participação da China, Moscou considera que se trata de uma decisão de Pequim e respeita qualquer escolha que a China faça”, disse um comunicado do Kremlin emitido nessa quinta-feira (5/2).
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