MPAL mobiliza promotores para antecipar 57 júris sobre crimes contra a vida em Maceió
Ação institucional ocorrerá entre fevereiro e março com participação de 25 promotores de Justiça
A defesa da vida começa muito antes do julgamento. Ela nasce no reconhecimento da dor, na escuta de quem perdeu e na responsabilidade do Estado em não permitir que o silêncio substitua a Justiça. É com esse propósito que o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) fará uma mobilização institucional voltada à valorização da vida, ao acolhimento das vítimas sobreviventes e ao amparo às famílias marcadas por crimes que interromperam histórias. A ação ocorrerá entre os meses de fevereiro e março, com o envolvimento de 25 promotores de Justiça atuando em 57 júris, todos a serem realizados em Maceió.
A iniciativa vai antecipar 57 sessões do Tribunal do Júri na capital, com a atuação de todos os promotores de Justiça que já desempenham suas atividades nas 9ª, 42ª 47ª, 48ª, 49ª e 68ª Promotorias de Justiça – processos relativos aos crimes dolosos contra a vida, além da adesão de membros do Ministério Público que atuam no interior do estado. A mobilização também contou com a concordância dos magistrados que integram o Tribunal do Júri da capital, fortalecendo a atuação articulada entre as instituições do Sistema de Justiça.
Segundo o procurador-geral de Justiça, Lean Araújo, a ação foi precedida de alinhamento institucional para garantir efetividade e resposta concreta à sociedade. “Realizamos uma reunião com os 25 promotores de Justiça para estabelecer as diretrizes dessa ação institucional em favor da vida. A proposta é viabilizar a realização desses júris na capital e demonstrar à sociedade alagoana que é possível oferecer uma resposta célere e efetiva aos crimes contra a vida”, declarou ele.
Para o promotor de Justiça Thiago Riff, que atua na 68ª Promotoria de Justiça, tal mobilização representa um gesto institucional claro de apoio às famílias das vítimas e de compromisso com a proteção da vida. “Essa ação é fundamental porque demonstra que o Ministério Público está presente, que se importa com cada caso e com a dor das famílias. Ao concentrarmos esforços para realizar os julgamentos, damos uma resposta concreta à sociedade e reafirmamos uma atuação firme, enérgica e comprometida no combate aos crimes dolosos contra a vida, priorizando a proteção do bem jurídico mais valioso, que é a vida”, ressaltou.
Congresso Nacional do Júri
Essa ação institucional voltada à valorização da vida dialoga diretamente com o Congresso Nacional do Tribunal do Júri, que será realizado em Alagoas ao final de março. Para a promotora de Justiça Lídia Malta, que coordena o evento, a iniciativa do MPAL reforça a centralidade da vida e o papel do Tribunal do Júri na proteção da vítima: “O Tribunal do Júri lida com os crimes dolosos contra a vida, como homicídio, infanticídio, aborto e induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio. Dentro desse contexto, o Ministério Público atua tendo como prioridade a valorização da vida e a proteção da vítima em todo o processo. Trata-se de uma iniciativa de grande relevância social”, destacou ela.
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