Maceió

Audiência pública debate possível mudança do nome da Avenida Fernandes Lima, em Maceió

Encontro promovido pela Defensoria Pública de Alagoas discute memória histórica e liberdade religiosa nesta quarta-feira (11)

Por 7Segundos com Assessoria 11/02/2026 08h08
Audiência pública debate possível mudança do nome da Avenida Fernandes Lima, em Maceió
Defensoria Pública de Alagoas - Foto: Reprodução

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) realiza, nesta quarta-feira (11), a partir das 9h, uma audiência pública para discutir a possível alteração do nome da Avenida Fernandes Lima, uma das principais vias de Maceió. O encontro será realizado na sede da instituição, localizada no bairro Gruta de Lourdes.

A proposta partiu da Câmara Técnica de Direitos Humanos do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) e tem como fundamento a valorização da memória histórica e a defesa da liberdade religiosa. Fernandes Lima esteve entre os envolvidos na chamada “Quebra de Xangô”, episódio registrado em 1912, marcado pela destruição de centenas de terreiros de religiões de matriz africana em Alagoas.

Segundo a organização, a audiência será aberta ao público e pretende reunir representantes de diversos setores da sociedade civil e do poder público para ampliar o debate sobre o tema. Estão previstas as participações de integrantes da Prefeitura de Maceió, da Câmara Municipal, da Fundação Municipal de Ação Cultural, da Procuradoria Geral do Município, da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL) e da Fecomércio.

Também devem participar representantes da Fundação Cultural Palmares, do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas da Universidade Federal de Alagoas (NEABI/UFAL), do Movimento Afro Cultural Omi Omo, do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (CONEPIR), da Superintendência Estadual de Políticas para a Igualdade Racial e do Instituto do Negro de Alagoas (INEG), além de lideranças do movimento negro e de religiões de matriz africana.

A audiência pública busca promover um espaço de escuta e diálogo sobre o impacto histórico e simbólico da permanência do nome da avenida, considerada uma das mais movimentadas da capital alagoana.