Política

Pesquisa Quaest aponta desgaste de Lula e cenário indefinido para 2026

A leitura política é de que, embora o presidente mantenha base eleitoral relevante, o ambiente eleitoral tornou-se mais competitivo e menos previsível

Por 7Segundos 11/02/2026 21h09
Pesquisa Quaest aponta desgaste de Lula e cenário indefinido para 2026
Presidente Lula - Foto: Ricardo Stuckert / PR

Análise publicada no blog de CNN Brasil, assinada pelo jornalista Caio Junqueira, revela que a mais recente pesquisa do instituto Genial/Quaest indica um cenário de desgaste do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e uma eleição presidencial de 2026 ainda em aberto.

De acordo com o levantamento, 49% dos entrevistados desaprovam o governo, enquanto 45% aprovam. A avaliação negativa (39%) supera a positiva (33%), evidenciando um ambiente de maior insatisfação entre os eleitores.

Outro dado relevante é o crescimento da rejeição ao presidente. Segundo a pesquisa, o índice passou de 49% em janeiro de 2025 para 54% em fevereiro de 2026, indicando tendência de aumento na resistência ao atual mandatário.

Segundo turno mais apertado


Nos cenários simulados para o segundo turno, Lula ainda aparece numericamente à frente, mas com margem reduzida. Em eventual disputa contra o senador Flávio Bolsonaro, por exemplo, a vantagem que era de 16 pontos percentuais em agosto de 2025 caiu para 5 pontos na sondagem mais recente.

O levantamento também mostra que 57% dos entrevistados avaliam que Lula não deveria continuar na Presidência após 2026, reforçando a percepção de que parte significativa do eleitorado demonstra cansaço com o atual ciclo político.

Eleição em aberto


Apesar de liderar os cenários testados, os números indicam que a disputa presidencial segue indefinida. A consolidação de um nome competitivo na oposição pode alterar o quadro, especialmente se houver articulação já no primeiro turno.

A leitura política é de que, embora o presidente mantenha base eleitoral relevante, o ambiente eleitoral tornou-se mais competitivo e menos previsível, sinalizando que 2026 poderá ser marcada por forte polarização e margem reduzida entre os principais candidatos.